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SÃO PAULO – A China informou que irá enviar um embaixador aos EUA como forma de tentar amenizar as tensões entre os dois países acerca do controle nas flutuações do yuan.
O vice-ministro de Comércio, Zhong Shan, fará uma visita ao país americano entre os dias 24 e 26 deste mês para deliberar sobre o comércio sino-americano.
O ato virá em um momento no qual os senadores norte-americanos mostram-se mais rigorosos quanto a embargos sobre produtos chineses, caso não ocorra uma valorização da moeda local.
Comunicação aberta
“Meios de comunicação entre os dois lados estão abertos. Todos os problemas de cada lado podem ser discutidos através destes canais”, afirmou o líder do ministério do Comércio para a América do Norte, He Ning.
He afirmou que o desejo do Congresso norte-americano em pressionar Pequim quanto à uma liberação de sua política cambial estará aberto a diálogos entre ambos os países.
Sem inclinações a mudanças
No entanto, a China não deu nenhuma sinalização de que estaria apta a permitir uma valorização de sua moeda, justificando que a estabilidade do yuan beneficiou a recuperação global frente à crise, enquanto os norte-americanos julgam o ato como um injusto subsídio aos produtos manufaturados no país.
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O yuan possui uma cotação de aproximadamente US$ 6,83 desde o início da recessão global. No entanto, no mercado futuro, a cotação da moeda para os próximos 12 meses registra uma valorização em cerca de 2,5% – amostra da expectativa do mercado em uma mudança da política monetária do governo local.