Bolsas mundiais

China e Hong Kong impulsionam bolsas asiáticas; Europa segue atenta à Grécia

O índice japonês Nikkei subiu pelo oitavo pregão consecutivo e renovou a máxima em 15 anos, apesar de alguns estrategistas dizerem que investidores podem começar a realizar lucros nos atuais níveis

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Os índices acionários asiáticos fecharam em alta nesta terça-feira, revertendo perdas do começo da sessão sustentados por ganhos nas bolsas de Hong Kong e da China.

Às 7h31 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão avançava 0,17 por cento. Em Hong Kong, o índice Hang Seng flertou com as máximas em sete anos, reagindo a expectativas de mais entradas de recursos do continente após Pequim adotar novas medidas para incentivar o investimento transfronteiriço. A bolsa de Xangai também avançou, marcando novas máximas em sete anos.

O índice japonês Nikkei subiu pelo oitavo pregão consecutivo e renovou a máxima em 15 anos, apesar de alguns estrategistas dizerem que investidores podem começar a realizar lucros nos atuais níveis.

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“Seja um risco político na zona do euro, volatilidade no mercado de bônus ou o momento da elevação do juro nos Estados Unidos, não podemos ignorar esses riscos”, disse o estrategista de investimento sênior da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities Norihiro Fujito, explicando o motivo pelo qual investidores podem desfazer algumas de suas posições altistas.

Na Europa, as tensões na Grécia continuam e as bolsas por lá oscilam entre leves perdas e ganhos. O país busca ajuda, enquanto seu ministro da Finanças, Yanis Varoufakis, culpa a insistência dos credores por austeridade no país pelo impasse nas negociações. 

Enquanto isso, os EUA voltam do feriado com novos indicadores, após vice do Federal Reserve Stanley Fischer dizer que alta dos juros será determinada por dados econômicos. Fischer e Jeffrey Lacker, de Richmond, falam ao longo do dia. Os rendimentos dos títulos da Grécia, Itália e Espanha sobem com receio sobre dívida grega; taxas dos títulos dos EUA, Reino Unido, França e Alemanha caem. Em relação às commodities, o petróleo recua com alta do dólar ofuscando turbulência no Oriente Médio; ouro e outros metais recuam.

(Com Reuters)