China e Austrália retomam diálogo sobre área de livre comércio

Ministro australiano acredita que as questões envolvendo a prisão do executivo da Rio Tinto na China não serão empecilhos

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SÃO PAULO – Depois de 14 meses sem novos diálogos, a Austrália retomou as negociações com a China sobre a criação de uma área de livre comércio, que deve gerar décadas de crescimento aos países.

De acordo com o Ministro do Comércio australiano, Simon Crean, os vastos recursos do país foram os fundamentos básicos para atrair o interesse dos chineses. Contudo, Crean ressalta que este é um acordo de mão dupla, no qual a Austrália também se beneficiaria da possibilidade de acesso ao robusto mercado chinês.

A retomada das negociações entre os dois países permite afirmar que as disputas observadas no ano passado, por conta da prisão do executivo da Rio Tinto, Stern Hu, na China, já foram esquecidas pelas duas nações.

Confiante, o ministro Crean já prevê que as conversas em Camberra serão difíceis, mas demonstra determinação para promover tentativas e vê-las alcançando sucesso. Para ele, a prisão de Stern Hu não rompeu os laços entre os dois países e a tendência de um acordo continua forte.

O notável apetite chinês por minério de ferro e carvão fez com que a Austrália se tornasse sua maior parceria no mercado, com acordos que alcançam um montante de US$ 68 bilhões até a metade deste ano, abandonando qualquer efeito da recessão econômica mundial.

Além dos recursos…
A despeito das afirmações de que o interesse chinês é exclusivamente nos recursos autralianos, Crean ressalta outros aspectos do país que tornam o acordo ainda mais atrativo, como, por exemplo, o seu desenvolvimento urbano, os avanços em termos de logística e infraestrutura e ainda os serviços financeiros e varejistas do país.