China deve superar o Japão em 2020, prevê relatório

Participação conjunta do Japão e dos EUA no PIB mundial deve cair para 23,3% até 2040, enquanto da China e da Índia deve alcançar 29,4%

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SÃO PAULO – A China pode superar o Japão e se transformar na segunda maior economia do mundo até 2020. A previsão faz parte do relatório divulgado nesta semana pelo Banco Central da Coréia do Sul.

Além de superar o Japão daqui a 15 anos, o relatório prevê que até 2040 a China deve alcançar os Estados Unidos, país que atualmente é a maior economia do mundo.

China e Índice impulsionaram mundo

Segundo o presidente do Banco Central da Coréia do Sul, Park Seung, a Índia é outro país que deve registrar forte crescimento nas próximas décadas, e juntamente com a China deve ajudar a transformar a Ásia na locomotiva do crescimento econômico mundial no século 21.

Neste sentido, o Banco Central da Coréia do Sul estima que a parcela da China no PIB (Produto Interno Bruto) mundial deve subir de 4,6% em 2005 para 19,6% em 2040. Tendência semelhante deve ser registrada pela Índia, cuja participação no PIB mundial deve crescer de 1,9% para 9,8% no mesmo período.

Japão e EUA devem perder espaço

Em sentido contrário, o Japão e os EUA devem perder participação na economia mundial. O relatório projeta que a participação norte-americana no PIB mundial deve cair dos atuais 30,8% para 18,2%, enquanto a do Japão deve baixar de 12,5% para 5,1%.

Frente a isso, o relatório prevê não só que a Índia deva superar o Japão em termos de participação no PIB mundial até 2030, como também que tenha o mesmo peso no PIB mundial que a Europa (de 12%) até 2050.

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Reflexo na economia mundial

O crescimento da economia asiática deve influenciar o mundo de várias formas. Uma delas é na redução da remuneração dos encargos trabalhistas, o que deve beneficiar as margens das empresas.

Além disso, o influxo de produtos e serviços mais baratos advindos da China e da Índia deve, na visão do presidente do Banco Central, levar o mundo a uma era de preços baixos. Esta redução nos custos, por sua vez, pode favorecer o aumento dos investimentos por parte das empresas, o que acabaria por sustentar o crescimento da economia.