China deve continuar com rígida política monetária no próximo ano

Governo chinês tem como intuito controlar a inflação e evitar um possível superaquecimento econômico do país

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SÃO PAULO – De acordo com Ma Kai, principal planejador da economia chinesa, o país deve continuar com sua rígida política monetária em 2008, a fim de controlar a inflação e evitar um superaquecimento econômico, principais metas do governo chinês para o próximo ano, informou a imprensa chinesa.

Com vistas a atingir esses objetivos, a China deve aplicar várias medidas para controlar o aumento nos preços, tais como ajustar a oferta dos principais produtos e controlar a demanda por investimentos.

Nesse sentido, o Partido Comunista, que governa o país, tem a intenção de evitar investimentos que possam deixar o país com fábricas ociosas, caso uma desaceleração econômica global acarrete uma diminuição na demanda por produtos chineses.

Além disso, o governo da China pretende aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio, procurando acelerar a valorização do yuan no curto prazo, medida que tem como objetivo conter o excesso de liquidez da moeda.

PIB e inflação avançam na China

O PIB chinês, que cresceu 11,1 % em 2006, indicando um expressivo aquecimento econômico, aumentou em 11,5% ao ano ao final de setembro de 2007, alcançando o montante de US$ 2,21 trilhões.

Por outro lado, tal aumento no produto interno bruto chinês foi acompanhado por uma elevação nos preços ao consumidor. Estes avançaram 6,5% em outubro de 2007, em relação ao mesmo período no ano anterior, configurando sua maior alta desde os 7% registrados em dezembro de 1996.