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China desaba 6% com onda de IPOs e novas medidas de regulação; Europa se recupera

Bolsas mundiais sobem com rumores de que o contágio grego não será tão grande quanto o esperado, mas chineses destoam

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SÃO PAULO – Depois de repetidas quedas por causa dos temores de um default da Grécia, as bolsas europeias sobem nesta sexta-feira (19) com especulação de que mesmo com crise de liquidez o país não causará contágio. Já o grande destaque das bolsas mundiais hoje são os índices chineses, que caíram forte corrigindo o rali recente. 

As ações do índice Xangai despencaram mais de 6%, a 4.478 pontos, acumulando queda de mais de 9% da semana e de mais de 10% ante máxima atingida no começo de junho. A correção desta semana foi causada por novas medidas de reguladores para apertar o financiamento de margens – um importante motor por trás do rali frenético do mercado – e foi piorada por uma onda gigante de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), que aumentou muito a oferta de papéis.

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No Japão, o banco central do país manteve a política monetária e sua avaliação otimista sobre a economia nesta sexta-feira, sinalizando sua convicção de que a inflação irá atingir a meta de 2% sem estímulo monetário adicional. O índice Nikkei subiu 0,92%, a 20.174 pontos. 

Como esperado, o BoJ (Bank of Japan) reiterou sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 80 trilhões de ienes (US$ 648 bilhões) através de compras de títulos do governo e ativos de risco. O banco central também informou que vai reduzir o número de reuniões de política monetária para oito a cada ano, contra as atuais 14.

Na Europa, os ministros das Finanças da zona do euro vão realizar outra reunião em Bruxelas na segunda-feira às 10h (horário de Brasília) sobre a Grécia para preparar a cúpula de líderes da zona do euro que começa às 14h, afirmou o presidente do grupo, Jeroen Dijsselbloem.

Entre os indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha ficou estável em maio ante abril, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 0,2%. Na comparação anual, o PPI alemão recuou 1,3% em maio, mais do que a queda prevista de 1,1%.

(Com Reuters)

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