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SÃO PAULO – Apontado tradicionalmente como exemplo para os instáveis países sul-americanos, o Chile passa por momento delicado em relação ao quadro macroeconômico.
De acordo com o analista Geoffrey Denni,s do Citigroup, o país abriu mão de seu status de paraíso seguro, em função da perda da combinação de forte crescimento econômico e manutenção da estabilidade.
Entre os problemas apontados, a quase onipresente inflação e fatores específicos, como conflitos trabalhistas e redução dos termos de troca.
Contramão
Na última segunda-feira (30), o peso chileno registrou seu valor mais baixo frente ao dólar em 10 meses, acumulando desvalorização próxima de 5% desde o início do ano, respondendo à pesada intervenção do Governo no mercado de câmbio.
Para efeito de comparação, o real apreciou-se cerca de 10% frente ao dólar no mesmo período, em linha com o movimento de desvalorização global da moeda norte-americana.
Crescimento menor e inflação
Ademais, conflitos trabalhistas têm prejudicado a produção do cobre, principal produto exportado pelo país. Durante os meses de abril e maio, trabalhadores da estatal Codelco – uma das maiores mineradoras de cobre do mundo – entraram em greve, o que contribuiu para a redução de 2,4% da produção industrial.
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A deterioração do quadro macroeconômico chileno também é revelada pelo aumento da taxa de desemprego para 8%, durante os três meses encerrados em maio, bem como pela dificuldade das autoridades em manter a inflação dentro da meta, cujo centro é de 3% em 12 meses.
Dependência
Ao mesmo tempo em que o crescimento do Chile diminui, os efeitos da alta dos preços internacionais de petróleo e alimentos no país são potencializados pela grande dependência de importações. Embora os preços do cobre também tenham elevado-se, o analista do Citi chama a atenção para a redução dos termos de troca do Chile.
Na tentativa de tentar enfrentar a inflação, a autoridade monetária aumentou em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juro do país, durante sua última reunião mensal.
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Em relação ao mercado acionário chileno, Geoffrey Dennis vê motivos para uma visão um pouco mais otimista, em função dos bons resultados obtidos por empresas de materiais para construção civil e ferramentas, mesmo em face do desempenho recente inferior ao de outros mercados da região.