Óleo e Gás

Chevron não planeja retomar perfuração no Campo de Frade, diz presidente

Na última quarta-feira, a ANP determinou a suspensão de todas as atividades de perfuração da Chevron no Brasil

Por  Nara Faria -

SÃO PAULO – O presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Noshiri, afirmou nesta quinta-feira (24) que a empresa não pretende retomar os trabalhos de perfuração no Campo de Frade, na Bacia de Campos. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) determinou no dia 23 de novembro a paralisação das atividades após ter sido detectado vazamento de óleo no local, que fica a 370 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro.

“Não planejamos retomar a perfuração até entender completamente a situação”, disse o presidente da companhia ao chegar no MME (Ministério de Minas e Energia) para uma reunião com o ministro Edison Lobão.

De acordo com Noshiri, a decisão da ANP está de acordo com o que a empresa já havia definido. O executivo não falou sobre a possibilidade de a Chevron ser proibida definitivamente de atuar no país.

Desastre ambiental
No dia 21 de novembro, o presidente da subsidiária brasileira da petrolífera Chevron, George Buck, estimou em 2,4 mil barris – equivalente a 381,6 mil litros – o volume total de petróleo vazado no Campo de Frade, na Bacia de Campos.

A Chevron possui uma participação de 51,7% no Campo de Frade e a Petrobras tem 30%. O restante pertence ao consórcio japonês Frade Japão Petróleo.

 

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