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SÃO PAULO – O presidente-executivo da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, está criando um fundo de investimentos destinado a comprar a empresa portuguesa TAP e a norte-americana JetBlue, fundada por ele mesmo, publicou um jornal nesta sexta-feira.
Neeleman quer integrar as três empresas e criar uma companhia com rotas no Brasil, para a Europa, África e Estados Unidos, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que não citou fontes.
A notícia impulsionava as ações da JetBlue, que às 11h (horário de Brasília) subiam 4,93 por cento, a 6,38 dólares. Procurada pela Reuters, a Azul, também fundada por Neeleman, negou a informação publicada pelo jornal.
Neeleman também refutou a notícia, segundo o que foi publicado pela própria Folha. “Não é verdade que eu vá comprar a TAP ou a JetBlue”, teria dito o executivo ao jornal.
Segundo o diário, o governo brasileiro deve entrar no fundo por razões estratégicas, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), com 20 por cento de participação e investimento inicial de 600 milhões de dólares. Questionado pela Reuters, representantes do banco informaram que a instituição não comentará o assunto.
O jornal publicou que Neeleman deverá ter participação de 5 por cento no fundo e participar com recursos próprios. Fundos privados que também são acionistas da Azul devem participar.
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“O investimento total será inicialmente de 3,2 bilhões de dólares, valor que deve dobrar”, publicou o jornal. “Os recursos serão usados na compra da TAP e da JetBlue.” Segundo a Folha, a TAP “deverá custar 1,5 bilhão de dólares”, enquanto a JetBlue é avaliada em 1,7 bilhão e deverá ser alvo de uma oferta hostil de aquisição.
A TAP faz parte do programa de privatizações previstas no pacote de resgate externo da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Portugal. Mas governo português cancelou no fim do ano passado a venda da empresa depois que o único candidato, a Synergy Aerospace, do magnata brasileiro German Efromovich, que controla a companhia aérea Avianca, falhou na entrega das garantias bancárias necessárias.