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SÃO PAULO – A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que ocorre entre essa terça-feira (17) e quarta-feira (18) deve dar prosseguimento ao ajuste da Selic, de acordo com a LCA Consultores e a Concórdia Investimentos. De acordo com analistas e economistas, a taxa básica de juro da economia deve ser reduzida em 0,75 ponto percentual na reunião, chegando a 9% ao ano e terminando nesse patamar até o final de 2012.
Para Flávio Combat, analista da Concórdia, o comunicado deve ser seguido pela divulgação da ata que tomará como base o recuo persistente da inflação acumulada em doze meses medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), além da desaceleração da atividade econômica e a recente deterioração do cenário externo. Esse último consiste na desaceleração mais forte do que o previsto da economia chinesa no primeiro trimestre e o aumento da percepção do risco em relação à economia espanhola.
Outro fator apontado para a decisão de um novo corte na Selic é a tentativa do governo de limitar a valorização do real frente ao dólar, devido ao diferencial de juros entre o Brasil e o resto do mundo, avalia o analista, considerando esse fator foi central para a decisão de intensificar o ritmo de ajuste da Selic.
Chance mínima de Selic menor que 9% ao ano
A equipe de economistas da LCA Consultores avalia que o comunicado não deve trazer uma sinalização clara sobre os próximos passos da política monetária. A repetição do texto utilizado no último encontro do BC deve fortalecer as apostas de que a autoridade monetária esteja considerando a possibilidade de rever o ajuste monetário em curso, deixando os mercados em suspense até a publicação da ata do Copom.
OS analistas ressaltam ainda que a economia mundial continua a crescer em ritmo desbalanceado, mas os riscos de uma recaída recessiva global, com o agravamento da crise financeira, parecem diminuir. Desse modo, apesar de achar que há chances de um corte abaixo do nível de 9% ao ano, estas parecem estar diminuindo.
Já no Brasil, a consultoria destaca qu ea inflação mostrou menor força, consistente com a atividade econômica. Entretanto, não parece em progressiva tendência de resfriamento. Assim, a evolução recente das conjunturas internacional e doméstica não parece ter desviado significativamente das perspectivas contempladas no cenário central, de modo que a autoridade monetária não deve rever a intensidade do ajuste monetário.
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Assim, Flávio Combat, da Concódia, afirma os efeitos da política monetária expansionista devem ser sentidos de forma mais expressiva a partir do segundo semetre, reforçando os estímulos setoriais anunciados pelo governo. Desse modo, o analista projeta um novo aperto da política monetária em 2013, para 10% ao ano, levando em consideração a tendência de aceleração da atividade entre 2012 e 2013, aumento das concessões de crédito e o vigor do mercado de trabalho.