Cesta de ações ON e PN da TIM é opção para quem quer aproveitar momento do setor

Já para os investidores da Vivo, a alternativa mais interessante é concentrar as apostas nas ações preferenciais, diz corretora

•

Publicidade

SÃO PAULO – Nos últimos tempos, o setor de telecomunicações voltou à cena com uma série de rumores e noticias sobre uma nova onda de consolidação. Confirmada “apenas” a aquisição recente pela Telefónica de 10% de participação da Telecom Itália, a informação foi suficiente para mexer com a paisagem geral das telecomunicações no Brasil.

Dentro deste contexto, os analistas da Itaú Corretora revisaram suas projeções e o preço-alvo para as ações da TIM e da Vivo e, mais do que isso, avaliaram quais combinações destes papéis deixam o investidor melhor posicionado diante do atual cenário, suas possibilidades e incertezas.

A idéia básica é incorporar os desenvolvimentos recentes do setor, especialmente os números robustos do final do ano passado e as expectativas otimistas para o primeiro trimestre de 2007, premissas macroeconômicas e novos parâmetros de avaliação.

Vivo PN: recomendação de compra

Assim, de uma forma geral foram aprimoradas as projeções de ganhos de curto prazo e considerada a operação entre a Telefónica e a Telecom Itália, o que resultou na reiteração da recomendação de compra para as ações preferenciais da TIM e na elevação da recomendação para as ações da mesma classe da Vivo para compra.

Para as primeiras (TCSL4), o preço-alvo estimado para o final de 2007 foi elevado à R$ 10,60, o que implica em um potencial de valorização de cerca de 45% frente ao último fechamento. Já para as ações preferenciais da Vivo, o preço-alvo de R$ 11,30 indica um potencial de valorização da ordem de 24%.

Em relação às ações ordinárias das companhias, as recomendações foram mantidas. Os papéis ordinárias da TIM seguem com recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 17,50 indica um upside de 63%, enquanto as ações ordinárias da Vivo ainda têm recomendação de manutenção, com alvo em R$ 17,90 e upside de 9%.

Continua depois da publicidade

A melhor cesta de compras

Dito isto, a recomendação é que o investidor em TIM monte uma cesta com ações preferenciais e ordinárias, mas concentrando entre 65% e 75% dos recursos nos papéis preferenciais.

Assim, será possível tirar proveito das boas perspectivas de ganho e melhores fundamentos do setor, ainda mais se levada em consideração a transação anunciada pela Telefónica, e das perspectivas de uma mudança de controle acionário originar direitos de tag along.

Já em relação à Vivo, o ideal é direcionar as apostas apenas às ações preferenciais para, ao mesmo tempo, desfrutar das perspectivas de ganho no curto prazo e dos fundamentos aprimorados do setor e evitar as incertezas de direitos de tag along serem acionados na Vivo, caso a Telefónica ou a Portugal Telecom assumam seu controle, mudança que seria bem menos clara do que a ocorrida na TIM.