Cesta básica: referência para medir o poder aquisitivo do consumidor

Além de analisar o preço dos produtos, o estudo indica quantas horas de trabalho são necessárias para adquirir estes bens

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – O Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) divulga, mensalmente, sua Pesquisa Nacional da Cesta Básica, que acompanha a evolução dos preços de treze produtos de alimentação (banana, pão francês, óleo de soja, manteiga, feijão, tomate, café, açúcar, carne, arroz, batata, leite e farinha de trigo) em dezesseis capitais brasileiras.

E você deve estar se perguntando o que tem a ver com tudo isso… Pois saiba que o valor da cesta básica serve como referência para medir o poder aquisitivo do consumidor. Isso porque, além de analisar o preço dos produtos, o Dieese indica quantas horas de trabalho são necessárias para o indivíduo que ganha um salário mínimo adquirir estes bens.

Fique por dentro!

Como um bom universitário, que quer sempre ficar por dentro de todos os assuntos, é importante então que você conheça a tal relação entre o custo da cesta básica e o poder aquisitivo da população.

Pois bem: em junho, os brasileiros que ganham um salário mínimo mensal tiveram que trabalhar 96 horas e 04 minutos para conseguir adquirir os 13 itens que constam na lista analisada pelo Dieese. Isso significa que uma pessoa que trabalha 8 horas por dia teve que “suar” durante 12 dias apenas para comprar tais produtos!

E o resultado do sexto mês do ano é bem positivo, pois, em maio, este consumidor teve que trabalhar 98 horas e 49 minutos para adquirir a cesta. Já em junho do ano passado, a mesma compra necessitava de 116 horas e 49 minutos de trabalho! Considerando o valor líquido do mínimo (após o desconto da parcela referente à Previdência Social), percebe-se que houve um comprometimento de 47,28% do valor recebido.

Mínimo deveria ser de R$ 1.447,58

De acordo com a constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988, o salário mínimo deve ser capaz de atender às necessidades vitais básicas (moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social) do trabalhador e de sua família.

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Com base nisso, o Dieese calcula que o mínimo nacional deveria ser de R$ 1.447,58 mensais, o que representa 4,14 vezes o valor do atual salário, de R$ 350.

Histórico da pesquisa

Em janeiro de 1959, o Dieese começou a calcular, mensalmente, o Índice de Custo de Vida no município de São Paulo. E a partir dos preços coletados, passou a acompanhar o custo da Cesta Básica Nacional.

Ao longo dos anos, o acompanhamento do custo da cesta foi implantado em outras capitais, chegando a 16 atualmente (Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória).