Cesta básica fica 1,16% mais cara e atinge maior valor desde o Plano Real

A alta se deve, sobretudo, ao grupo de Alimentação, com encarecimento de 1,84%. Destaque foi para o leite em pó

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SÃO PAULO – A cesta básica pesou 1,16% a mais no bolso do paulistano em julho, na comparação com o mês anterior. Com isso, o preço médio dos 31 produtos cotados passou de R$ 225,89 em 29 de junho para R$ 228,51 no dia 31 do mês passado – atingindo o recorde de valor desde o lançamento do Plano Real.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (09), fazem parte da pesquisa mensal realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Destaques

Em maio,14 itens da cesta básica apresentaram alta nos preços, 13 ficaram mais baratos e quatro não tiveram alteração de valor. Na avaliação por grupos, o destaque ficou com Alimentação (+1,84%), principalmente pelos encarecimentos do leite em pó integral (5,87%), feijão carioquinha (5,36%) e carne de segunda sem osso (4,83%).

O grupo Limpeza ficou estável, enquanto que os produtos de Higiene Pessoal tiveram desvalorização de 3,10%. Para esse último grupo, os destaques ficaram com papel higiênico (-4,52%) e desodorante spray (-8,15%).

Sobre a pesquisa

Mensalmente, o Procon-SP analisa as variações dos preços de 31 produtos que compõem a cesta básica. Entre os itens de Limpeza e Higiene Pessoal analisados, estão o sabão em pó e em barra, água sanitária, detergente líquido, papel higiênico branco, creme dental, sabonete, desodorante spray e absorvente aderente.

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Já no grupo Alimentação, são pesquisados os preços do arroz tipo 2, feijão carioquinha, açúcar refinado, café, farinha de trigo, farinha de mandioca torrada, batata, cebola, alho, ovos brancos, margarina, extrato de tomate, óleo de soja, leite em pó, macarrão, biscoito de amido de milho, carne de primeira e de segunda sem osso, frango resfriado inteiro, salsicha, lingüiça e queijo mussarela fatiado.