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SÃO PAULO – O preço da cesta básica na cidade de São Paulo apresentou alta de 3,20% no mês de abril, passando a custar R$ 182,95. Esse forte crescimento faz com que a capital paulista se mantenha na liderança do ranking das cestas mais caras do País.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica – realizada em 16 capitais brasileiras – divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta sexta-feira (05).
Comprometimento salarial
Quatro produtos foram determinantes para o comportamento de valorização da cesta básica. Entre os 13 itens pesquisados em São Paulo, merecem destaque as altas registradas no preço do tomate (41,14%), seguido pela banana nanica (3,33%), batata (1,63%), feijão carioquinha (1,18%) e açúcar refinado (0,58%).
Já as quedas de preço ocorreram com cinco itens da lista: café em pó (-2,73%), manteiga (-2,69%), carne bovina de primeira (-2,76%), farinha de trigo (-2,15%) e óleo de soja (-1,11%). Segundo a pesquisa, leite in natura tipo C, pão francês e arroz agulhinha tipo 2 ficaram estáveis.
O custo médio da cesta básica em abril tomou 56,60% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social, frente aos 63,99% de março.
No quarto mês do ano, o trabalhador teve de cumprir uma jornada de 115 horas, menor que a exigida em março (130 horas), para adquirir os 13 produtos da cesta básica. A jornada é consideravelmente menor que a necessária em abril do ano passado, de 153 horas e 05 minutos, quando a compra dos produtos alimentícios básicos demandava 75,35% do salário.