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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo registrou queda de 1,47% em janeiro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta sexta-feira (4).
No primeiro mês do ano, os paulistanos pagaram R$ 261,25 para comprar os produtos essenciais. Apesar do recuo, São Paulo continua tendo a cesta mais cara do País, ficando R$ 5,45 à frente da segunda colocada.
Quedas e altas
De acordo com a pesquisa, a leve redução no preço da cesta foi consequência do comportamento apurado em apenas três produtos: feijão carioquinha (-22,78%), carne bovina de primeira (-4,11%) e arroz agulhinha (-0,50%).
Na direção oposta, nove itens apresentaram elevação, com destaque para o tomate, com 15,13% de aumento. Nos demais, a alta foi mais moderada: café em pó (3,44%), óleo de soja (1,87%), batata (1,70%), manteiga (1,60%), banana nanica (1,31%), farinha de trigo (1,27%), pão francês (0,45) e açúcar refinado (0,43%).
Doze meses
No acumulado de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011, apenas a batata, com redução de 27,82%, e o arroz (-1,49%) registraram queda de preços. Altas superiores a 20% foram verificadas no feijão (29,77%), na carne bovina (29,76%) e na farinha de trigo (21,84%).
Outros cinco itens subiram mais do que 10%: tomate (19,65%), açúcar (18,88%), banana (15,60%), óleo de soja (14,29%) e pão (10,98%). Os menores aumentos foram vistos no leite (9,80%), café (4,58%) e manteiga (4,14%).
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Comprometimento da renda
Com a cesta em R$ 261,25, o custo médio da cesta básica tomou 52,59% do salário mínimo líquido do trabalhador da cidade de São Paulo, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. Em dezembro, o comprometimento era de 56,51% e, há um ano, de 47,96%.
Ainda de acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 106 horas e 26 minutos para adquirir todos os produtos essenciais, tempo menor que o verificado um mês antes, quando foram necessárias 114 horas e 23 minutos de trabalho. No mesmo período do ano passado, o tempo era de 97 horas e 4 minutos.