Cesta básica de SP tem alta de 3,1% e passa a custar R$ 301,34 em abril

Percentual é comparativo a março (R$ 292,27); grupo Alimentação teve acréscimo de 3,59%, segundo levantamento do Procon

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou alta de 3,1% em abril, na comparação com março, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta quinta-feira (13).

No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 301,34 para comprar os produtos essenciais, sendo que, no terceiro mês deste ano, esse valor era de R$ 292,27.

Nos últimos 12 meses, o preço aumentou 6,27%, e no acumulado deste ano, 6,94%.

Destaques
Dos 31 produtos analisados, 19 ficaram mais caros, 11 tiveram queda nos preços no quarto mês do ano e um permaneceu com o preço estável em relação a março.

O avanço no último mês deve-se em especial ao aumento dos preços no grupo Alimentação, que registrou variação de 3,59%. Já o grupo Limpeza apresentou alta de 1,49% no período. Por outro lado, o grupo Higiene Pessoal apresentou variação de 0,25%.

Segundo o Procon-SP, as maiores altas do mês ficaram com feijão carioquinha (57,62%), batata (18,77%) e queijo mozarela (6,09%).

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Por outro lado, a dúzia de ovos brancos registrou a maior queda de preço do grupo Alimentação, de 6,55% no período. Outros produtos registraram queda: macarrão com ovos (-5,80%), açúcar refinado (-4,18%) e óleo de soja (-2,76%).

Motivos para o resultado
De acordo com o Procon-SP/Dieese, os aumentos e quedas de preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a um desequilíbrio de oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtos, conjuntura econômica) ou externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias).

“As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento ou simplesmente para desovar estoques através do rebaixamento temporário dos preços”.