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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo subiu 4,26% em novembro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta quinta-feira (2). Com o aumento, São Paulo mantém o primeiro lugar no ranking das cestas mais caras do País.
No décimo primeiro mês do ano, os paulistanos pagaram R$ 264,61 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em outubro, esse valor era de R$ 253,79. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, o preço da cesta aumentou 15,95% e, em relação ao décimo primeiro mês de 2009, 12,60%.
Quedas e altas
Do total de produtos da cesta paulistana, o destaque de aumento nos preços ficou com o açúcar (13,16%) e com a carne (12,33%), sendo que esta registrou o maior valor entre os preços das outras regiões, atingindo R$ 16,76 por quilo.
A batata (6,52%), farinha de trigo (5,57%), banana (2,63%), óleo de soja (2,45%), manteiga (1,19%), leite (0,92%) e pão (0,75%) também apresentaram aumento.
As reduções ocorreram em quatro produtos: tomate (-7,38%), feijão (-5,74%), arroz (-1%) e café (-0,31%).
Acumulado
Considerando o período acumulado de 12 meses, a pesquisa registrou aumento em 10 itens e quedas em outros três.
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Entre os aumentos, os principais foram do feijão (88,52%), carne (33,12%), açúcar (14,36%) e farinha de trigo (11,40%). Pão (9,85%), banana (9,35%), leite (7,84%), óleo de soja (3,72%), arroz (3,66%) e manteiga (3,64%) também apresentaram altas.
Dentre as quedas, o tomate e a batata registraram as mais bruscas, de 32,54% e 22,53%, respectivamente. O café também caiu, porém em menor patamar, 0,94%.
Comprometimento da renda
Com a cesta em R$ 264,61, o custo médio da cesta básica tomou 56,40% do salário mínimo líquido do trabalhador da cidade de São Paulo, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. Em outubro, o comprometimento era de 54,09% e há um ano de 54,93%.
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Ainda de acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 144 horas e 09 minutos para adquirir todos os produtos essenciais, tempo maior que o verificado um mês antes, quando foram necessárias 109 horas e 29 minutos de trabalho, e no mesmo período do ano passado, quando o tempo era de 111 horas e 11 minutos.