Cesta básica de SP sobe 2,3% e ainda é a segunda mais cara dentre as capitais

Dos 13 itens analisados pelo Dieese, oito apresentaram aumento de preço, com destaque para a carne e óleo de soja

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SÃO PAULO – Após queda em agosto, o preço da cesta básica de São Paulo aumentou 2,30% em setembro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta segunda-feira (4).

No nono mês do ano, os paulistanos pagaram R$ 241,08 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em agosto, esse valor era de R$ 235,65. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o preço da cesta aumentou 5,65% e, em relação a setembro de 2009, 4,87%.

Apesar do aumento, o valor da cesta da capital paulista se mantém como o segundo maior dentre as 17 capitais do País analisadas pelo Dieese. Porto Alegre ficou com a primeira posição, com o conjunto em R$ 243,73 em setembro.

Quedas e altas
Dos 13 produtos da cesta paulistana, oito registraram aumento de preço em setembro, frente a agosto, com destaque para carne, cujos preços ficaram 5,70% mais caros na comparação com agosto.

O óleo de soja, tomate, pão, farinha de trigo, a banana, o café e o açúcar também registraram aumentos no período, de 5,33%, 3,86%, 3,49%, 2,25%, 1,84% 1,31% e 0,55%, respectivamente.

Dentre os itens que apresentaram queda de preços destacam-se a batata (-8,70%), o feijão (-3,98%), a manteiga (-1,18%), o arroz (-0,98%) e o leite (-0,43%).

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Considerando o acumulado de 2009, a pesquisa registrou aumento em sete itens e quedas nos outros seis analisados.

Entre os aumentos, os destaques ficaram com o feijão (38,12%), a carne (15,92%), o açúcar (10,18%), o pão (7,58%), a banana (6,76%), o óleo de soja (5,80%) e o arroz (5,21%).

Já dentre as quedas, o tomate e a banana registraram as mais bruscas, de 21,68% e 17,65%. O leite (-5,24%), a farinha de trigo (-3,87%), o café (-3,43%) e a manteiga (-2,79%) foram os produtos que também registraram quedas em setembro na comparação com 2009.

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Comprometimento da renda
O custo médio da cesta básica tomou 51,38% do salário mínimo líquido do trabalhador da cidade de São Paulo, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. Em agosto, o comprometimento era de 50,22%.

De acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 104 horas para adquirir todos os produtos essenciais, tempo maior que o verificado em agosto deste ano, quando foram necessárias 101 horas e 39 minutos de trabalho, e 4 horas e 46 minutos abaixo do tempo exigido em setembro do ano passado.