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O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou que as ações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra o Federal Reserve podem minar a independência do banco central e acabar elevando o custo do crédito no país.
“Todos que conhecemos acreditam na independência do Fed”, disse Dimon em teleconferência com jornalistas nesta terça-feira (13), após a divulgação dos resultados do quarto trimestre do banco. “E qualquer coisa que a corroa provavelmente não é uma boa ideia. Na minha visão, isso terá o efeito inverso: vai elevar as expectativas de inflação e provavelmente aumentar as taxas de juros ao longo do tempo.”

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As declarações foram feitas depois que o governo do presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre o presidente do Fed, Jerome Powell. O Departamento de Justiça enviou intimações de um grande júri ao banco central relacionadas ao depoimento de Powell ao Congresso sobre as reformas em andamento na sede da instituição em Washington.
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Dimon também comentou diretamente sobre o chefe do Fed. “Tenho enorme respeito por Jay Powell, a pessoa”, afirmou durante a conferência.
A iniciativa do Departamento de Justiça reacendeu preocupações sobre a autonomia do Federal Reserve e levou Trump a enfrentar uma reação incomum dentro do próprio Partido Republicano. No domingo, o senador Thom Tillis disse que irá se opor a qualquer indicado do presidente para o Fed enquanto o caso não for resolvido, o que pode travar as nomeações no Senado.
Em julho, quando as tensões entre a Casa Branca e o banco central já haviam aumentado, executivos de Wall Street também vieram a público para defender a independência do Fed. “A independência do Federal Reserve impulsiona sua credibilidade”, disse à época a CEO do Citigroup, Jane Fraser, em comunicado. “Ela é fundamental para a eficácia dos nossos mercados de capitais e para a competitividade dos Estados Unidos.”
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(com Bloomberg)