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SÃO PAULO (Reuters) – O presidente-executivo da Natura, João Paulo Ferreira, afirmou nesta terça-feira que os trabalhos para separação ou venda da Avon International e a Avon América Central e República Dominicana (CARD) avançaram de forma significativa nos últimos meses.
“Nossos auditores ratificaram a classificação desses ativos como mantidos para venda dadas as evidências de alta probabilidade de uma conclusão desses processos em até 12 meses”, afirmou o executivo, em teleconferência com analistas sobre o balanço do segundo trimestre divulgado na véspera.

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Os dados refletem a reclassificação da Avon International e da Avon América Central e República Dominicana como ativos mantidos para venda
A Natura informou na terça-feira que a Avon International e a Avon América Central e República Dominicana (CARD) foram reclassificadas como ativos mantidos para venda no segundo trimestre. Em 2024, eram citadas como operações descontinuadas.
Viva do lucro de grandes empresas
“Acreditamos que os movimentos incrementais de simplificação da Natura no segundo trimestre indicam uma possível venda iminente da Avon International”, afirmaram analistas do JPMorgan em relatório a clientes, citando que isso acabou ofuscando o Ebitda abaixo do esperado pelo mercado.
No segundo trimestre, o Ebitda recorrente da Natura somou R$795,6 milhões, alta de 4,5% ano a ano, enquanto a receita líquida recuou 1,7%, para R$5,7 bilhões, também menor do que previsões de analistas.