CEO da Merrill Lynch ignora restrição de crédito e quer bônus de US$ 10 mi, diz WSJ

John Thain vê merecimento por ter evitado uma crise maior na instituição financeira; contudo, diretoria reluta na aprovação

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SÃO PAULO – Em meio à forte limitação de crédito do combalido setor financeiro norte-americano, John Thain, CEO (Chief Executive Officer) da Merrill Lynch, sugeriu à diretoria do banco o pagamento de US$ 10 milhões em bônus para si mesmo, de acordo com notícia veiculada no Wall Street Journal.

No entanto, a diretoria da instituição nova-iorquina reluta em conceder os privilégios a Thain, ao passo que os rivais Goldman Sachs e Citigroup vetaram tal benefício à alta cúpula executiva, embora ambos tenham apresentado resultados operacionais superiores à Merrill Lynch.

Mérito?
A despeito dos US$ 86 milhões ganhos desde que deixou a NYSE Euronext em dezembro no ano passado para trabalhar no banco norte-americano, John Thain acredita que merece um bônus adicional por ter evitado uma crise de proporções superiores na instituição financeira.

Em adição, cabe ressaltar que, por competência ou sorte, o principal executivo da Merrill Lynch foi responsável pela fusão com o Bank of America, processo acordado uma hora antes do anúncio de bancarrota pelo Lehman Brothers, na fatídica segunda-feira de 15 de setembro.

Por último, Thain desafia uma das principais premissas responsáveis pela prática da boa governança corporativa: a prontidão frente aos interesses dos acionistas. Os US$ 10 milhões para suprir os anseios do CEO têm de sair do bolso de alguém.