CEO da GM pode ter aumento de compensação, apesar da redução de salário

Segundo agência internacional, executivo terá 25% de corte de salário, mas ganhará US$ 4,24 milhões em papéis da empresa

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SÃO PAULO – Um dia após o Fed anunciar que vai impor aos bancos medidas para revisar os bônus de seus executivos, surgem rumores de que a compensação total do diretor executivo da GM (General Motors) irá aumentar.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, uma pessoa ligada à empresa revelou que Fritz Henderson, CEO da GM, terá corte de 25% em seu salário anual, que passará de US$ 1,26 milhão para US$ 950 mil.

Porém, ao mesmo tempo, o executivo receberá US$ 4,24 milhões em ações da companhia, o que totalizaria US$ 5,45 milhões em compensação.

“As pessoas não deveriam considerar isso um aumento porque abaixamos alguns salários e aumentamos a confiança nas ações a longo prazo”, afirmou a porta-voz da empresa, Julie Gibson.

A notícia traz ainda que a compensação total resultaria em US$ 1,71 milhão, já que alguns ativos estão com bônus reduzidos.

Medidas de corte
A notícia vai de encontro ao anúncio do Fed na última quinta-feira (22) que diz ser necessário que os bancos norte-americanos adotem a revisão de suas políticas de bônus para que elas não minem sua segurança e sua saúde financeira.

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O Fed já enviou comunicado às instituições financeiras falando que espera a revisão imediata das políticas de pagamento de prêmios e bônus dos executivos. Para o órgão, isso desestimularia os investidores a correrem riscos excessivos.

No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também comentou que os cortes de bônus salariais concedidos a altos executivos de empresas resgatadas pelo Estado, com dinheiro dos contribuintes, é um “importante passo à frente”.