CEO da GM confirma demissão, com rumor sobre governo recusar nova ajuda

Jornal afirma que empréstimo bilionário foi vetado nos EUA; na Chrysler, CEO permanece e parceria com Fiat é destaque

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SÃO PAULO – Ainda com problemas para sobreviver à crise, os pedidos de ajuda feitos pela General Motors e Chrysler foram supostamente recusados pela administração Obama, que considerou pouco convincente os termos que garantiam a viabilidade das empresas.

Segundo matéria publicada na CNBC nesta segunda-feira (30), uma fonte próxima ao caso informou que os planos expostos pelas duas montadoras foram avaliados como “insuficientes” para liberar um novo empréstimo bilionário.

“Nós infelizmente concluímos que nenhuma das propostas expostas pelas corporações é viável e, com isso, não temos garantias suficientes para o substancial investimento que elas pediram”, afirmou a autoridade, que não quis ser identificada.

O que aconteceu com os CEOs?

Entre os pontos mais comentados da ajuda, rumores indicavam que a equipe de Barack Obama estava favorável à saída dos principais dirigentes das duas empresas, incluindo os CEOs (Chief Executive Officer), para liberar o dinheiro.

Embora haja evidências que a ajuda tenha sido recusada, o contexto atual levou a GM a anunciar a saída do líder do grupo nesta manhã, substituindo Rick Wagoner do cargo que ocupava há oito anos.

O antigo dirigente afirmou que aceitou o pedido feito pelos administradores e deixará o cargo de CEO para Fritz Henderson, atual diretor financeiro da montadora. Kent Kresa, que já foi CEO do Northrop Grumman, ficará com a posição de chairman.

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Na Chrysler, tudo igual

Também motivo de boatos sobre uma possível mudança na diretoria, o atual executivo da Chrysler, Robert Nardelli, não deverá ser substituído, segundo fontes próximas ao caso. Em matéria publicada na Bloomberg, funcionários confirmaram que o CEO irá permanecer no cargo atual.

Em meio a dificuldades para se sustentar, a empresa pedia ao governo um empréstimo de US$ 5 bilhões para manter as atividades. Além disso, mais tarde deverá ser anunciada uma parceria com a Fiat voltada à produção conjunta de veículos, no valor de US$ 8 a US$ 10 bilhões.