CEO anuncia nova General Motors, após recuperação judicial da antiga

"Este é o início de uma nova era para a empresa", disse Fritz Henderson; participação do governo chega a 60,8%

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SÃO PAULO – Um dos alvos centrais da crise da indústria automobilística em 2008, a nova General Motors foi oficialmente anunciada nesta sexta-feira (10) pelo CEO (Chief Executive Officer) da companhia, Fritz Henderson.

A nova empresa, que é controlada majoritariamente pelo governo dos EUA, emerge de um processo de recuperação judicial e conserva boa parte dos ativos pertencentes à antiga. Quatro marcas irão compor a empresa, que começa suas operações com a difícil marca de US$ 11 bilhões em dívidas.

Na comparação com a antiga versão, a montadora agora busca uma estrutura de custo mais reduzida, depois de cortar cerca de 6 mil vagas de emprego nos EUA e fechar 16 fábricas. “Este é o início de uma nova era para a empresa e para todos a ela associados”, proclamou o diretor-executivo.

Estrutura revisada

A versão anunciada nesta sexta-feira começa com uma participação de 60,8% por parte do Tesouro norte-americano, que divide o controle ainda com a UAW (liga do sindicado dos trabalhadores), que detém 17,5% do controle e com os governos do Canadá e de Ontario, que detém 11,7%. Apenas 10% será concedida à antiga General Motors.

“Nós somos muito gratos à ajuda fornecida pelos nossos acionistas durante o processo de transformação”, afirmou Hernderson pela manhã. “Nós seremos transparentes em relação à nossa situação financeira e nossa meta é pagar os empréstimos tomados com o governo o mais rápido possível”.