Centro-esquerda da Suécia lidera e extrema-direita patina em disputa eleitoral

Resultados preliminares das eleições na Suécia apontavam para uma vantagem estreita de três cadeiras da oposição de centro-esquerda sobre o bloco ⁠de ‌direita

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ESTOCOLMO, 14 Set (Reuters) – A oposição de ⁠centro-esquerda da Suécia parecia ter grandes chances de assumir ‌o poder na segunda-feira, após uma eleição acirrada que reduziu a influência da extrema-direita, mas que provavelmente não significará ‌um retorno às políticas de imigração mais abertas.

Contrariando uma tendência europeia de guinada para a direita, os resultados preliminares das eleições na Suécia apontavam para uma vantagem estreita de três cadeiras da oposição de centro-esquerda sobre o bloco ⁠de ‌direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson, atualmente no poder.

Isso se ⁠deveu principalmente às derrotas do partido de extrema-direita Democratas Suecos, que ajudou a conduzir o país, outrora liberal, rumo a algumas das regras de imigração mais rígidas da Europa.

Embora um governo de centro-esquerda possa adotar uma ​linha mais branda, é improvável que retorne às políticas generosas e de portas abertas das últimas décadas, afirmam ​analistas, devido ao mal-estar dos eleitores em relação aos níveis de imigração e criminalidade.

“Acredito que a mudança mais ampla em direção a uma política de imigração sueca mais rígida veio, em grande parte, para ficar”, disse ‌Niklas Bohlin, cientista político da Universidade da ​Suécia Central.

Os partidos de esquerda que apoiam a líder dos social-democratas, Magdalena Andersson, teriam conquistado 176 cadeiras no Parlamento de 349, enquanto o ⁠bloco de Kristersson ​teria conquistado 173 ​assentos, informou a autoridade eleitoral.

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“Se esse resultado se confirmar, a Suécia terá um ⁠novo governo”, disse Andersson aos ​seus apoiadores na noite de domingo.

Espera-se que um governo de centro-esquerda mantenha a postura pró-Ocidente e pró-Ucrânia da Suécia.

A eleição opôs ​uma centro-esquerda fragmentada a uma centro-direita unida que planejava incluir a extrema-direita na coalizão — um passo ​longe demais para ⁠alguns eleitores.

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Os Democratas Suecos, com raízes na extrema-direita neonazista e na supremacia branca, ⁠perderam cerca de 11 cadeiras, segundo as projeções, sendo a primeira vez que o partido viu sua participação eleitoral diminuir em uma eleição parlamentar.