Censo Escolar 2004: jovens e adultos estão voltando à sala de aula

Pesquisa apontou ainda um número maior de crianças matriculadas nas escolas; maioria estuda no setor público

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SÃO PAULO – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), divulgou nesta quarta-feira, 06 de outubro, dados preliminares do Censo Escolar 2004 em que mostra um balanço da educação no País entre os anos de 2003 e 2004. O estudo foi elaborado em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.

De acordo com o estudo, a maioria dos estudantes brasileiros está matriculada em escolas públicas. São 55 milhões de estudantes no total, sendo que 88% (48,12 milhões) contam com o ensino público.

Mais crianças na escola

No que se refere ao nível de ensino, o maior crescimento verificado pela pesquisa é atribuído à educação infantil, com variação positiva de 7,9% no último ano. Em 2003 existiam 6,4 milhões de alunos na educação infantil, contra 6,9 milhões em 2004. Nas creches o crescimento foi de 8,9% nas matrículas; e nas pré-escolas, de 7,7%.

Em direção oposta, um número maior de alunos saiu do ensino fundamental no último ano. O decréscimo verificado foi de 1,2% no número de matrículas, uma tendência que vem sendo verificada desde 1999. A pesquisa atribui o fato à correção do fluxo escolar, elevada taxa de crianças de 7 a 14 anos atendidas na escola e queda da taxa de natalidade da população.

No ensino médio o crescimento do total de matrículas foi de 1% sobre 2003, sendo que apenas no Sul e Sudeste houve estabilidade no número de jovens que freqüentam o ensino médio.

Jovens e adultos voltam às salas de aula

Outro dado verificado pela pesquisa foi o aumento do número de matrículas na Educação de Jovens e Adultos em 2004: 3,9% em relação a 2003. A maioria, 98,3%, encontra-se na rede pública de ensino. Em termos absolutos, são pouco mais de 170 mil alunos buscando aprendizado nas escolas públicas.

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O incremento nas matrículas no ensino médio foi o mais expressivo, de 18%. Já no ensino fundamental, da 5ª a 8ª série, as matrículas cresceram 5,7%. Já no primário, 1ª a 4ª série, as matrículas se mantiveram estáveis.

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