Cenário menos positivo pode trazer cautela e volatilidade ao mercado

Agenda dos EUA forte é o foco do dia; possível alterações nas notas de crédito de 114 instituições financeiras traz viés negativo

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SÃO PAULO – Em meio à intensa temporada de resultados que marcam o dia por aqui, o dia também será pautado pela cautela nos mercados internacionais, que devem seguir voláteis. Assim o foco estará na forte agenda de indicadores externos, com destaque para a divulgação do Fed do Philadelphia Fed Index, índice compilado que mede a atividade industrial na região.

“Nós esperamos uma melhora de 8,5 pontos, frente ao consenso 9,0. Também esperamos os dados do mercado da habitação dos EUA, que poderá fornecer mais evidências de que o mercado habitacional naquele páis está começando a se recuperar”, projeta o analista do Danske Bank, Kasper Kirkegaard.

Segundo o especialista, os resultados corporativos externos também poderão atrair alguma atenção. O resultado líquido do Société Générale foi de € 100 milhões nos últimos três meses do ano um resultado que desapontou os analistas, cujas estimativas apontavam para € 317 milhões.

Ainda na mesma linha, é aguardado os dados do General Motors é aguardado, e os analistas analistas estimam um ganho de US$ 0, 41 por ação no quarto trimestre, ante lucro de US$ 0,52 centavos um ano antes.

Noticiário negativo
Na véspera, a agência de classificação de risco Moody’s anunciou alterações nas notas de crédito de 114 instituições financeiras de 16 países europeus. Deste total, 109 bancos tiveram a perspectiva dos ratings da dívida de longo prazo revista para negativa, o que indica que poderão surgir cortes nas notações financeiras.

A agência também revelou a mesma ação para outros grandes bancos mundiais, como os norte-americanos Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley.

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“Assim as ações poderão refletir, em diferentes graus, as pressões combinadas a partir do impacto negativo e prolongado da crise Zona do Euro, o que torna o ambiente operacional muito difícil para os bancos europeus, da deterioração dos bancos soberanos da região e, no longo prazo, dos grandes desafios enfrentados pelos bancos e empresas de valores mobiliários com grande atuação no mercado de capitais”, conclui o analista do Danske Bank.

Dentro deste contexto, as principais bolsas europeias operam em queda, com destaque para a de Londres (-0,65%), de Paris (-0,49%) e de Frankfurt (-0,98%).