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SÃO PAULO – Em 5 de setembro de 2007, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 11,25% ao ano. Desde então, a taxa básica de juro brasileira está mantida, sem sinais de alteração iminente.
O ciclo de flexibilização monetária encontrou uma pausa incômoda no último trimestre do ano, cujo caráter meramente temporário não convence. Mediante amostras de repique inflacionário, riscos fiscais e forte demanda interna, fica difícil crer em um 2008 de afrouxamento.
Com isso, o comportamento futuro da renda fixa tende a ser substancialmente diverso do observado neste ano, quando as rentabilidades foram penalizadas pelo declínio da Selic. Entre o início e o fim de 2007, a taxa básica de juro caiu 2 pontos percentuais. Já até o fim de 2008, o mercado espera um corte agregado de apenas 0,50 ponto percentual.
Tal mudança de cenário é adiantada pelos agentes econômicos e refletida na renda fixa, por meio de contratos futuros de DI ou títulos públicos. Apostas tradicionais que perderam parte de sua atratividade, mas podem voltar ao foco do investidor no próximo ano.
Taxas em alta
As taxas do DI futuro vêm apresentando trajetória ascendente nos últimos meses, especialmente após comentários conservadores por parte do Copom, o insucesso na prorrogação da CPMF e uma série de índices de preço acima das expectativas.
Como base de comparação, o contrato com vencimento em janeiro de 2010, entre os mais líquidos, apontava taxa de 11,80% no dia 5 de setembro. Atualmente, ele é negociado a cerca de 12,75%.
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Não há como prever um limite para o movimento ascendente das taxas. Porém, os fatores em pauta pesam mais pela continuidade da tendência que pela inversão. Quem preferiu posições compradas em DI futuro no final de 2007 tem argumentos para estender suas apostas.
Reflexo nos títulos
Os títulos públicos também refletem incertezas em relação à conjuntura brasileira. Ofertas de papéis pré-fixados mostram o Tesouro Nacional colocando taxas cada vez maiores para a LTNs (Letras do Tesouro Nacional).
Outra evidência está na busca por títulos atrelados ao IGP-M, ao IPCA e à Selic, que oferecem mais segurança em um eventual ambiente econômico de complicações monetárias e fiscais.
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Espaço para o novo
A despeito da força retomada por aplicações tradicionais, novos produtos em renda fixa também devem continuar se popularizando, graças ao desenvolvimento do mercado de capitais nacional.
Dentro da classe de alternativas sofisticadas, destaque para debêntures, FIPs (Fundos de Investimento em Participações), FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) e commercial papers, as populares notas promissórias.