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No início deste ano, o consenso era de que se estenderia a expansão econômica do ano anterior. Contudo, a queda da demanda mundial, a crise energética, a crise argentina e a desvalorização cambial levaram a economia brasileira a uma expansão bem mais discreta que a esperada.
O PIB brasileiro cresceu 0,79% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do IBGE. Esse número ficou bastante abaixo das expectativas dos analistas, que era de crescimento de 3,00%. No semestre, o PIB apresentou crescimento de 2,49% comparativamente ao primeiro semestre de 2000, por conta do crescimento de 4,3% no primeiro trimestre de 2001. Neste sentido, na comparação com o trimestre anterior, o PIB mostrou retração de 0,99%. O PIB acumulado dos quatro últimos trimestres cresceu 3,54%, em relação ao mesmo índice do primeiro trimestre de 2001.
Comparando-se com o mesmo trimestre de 2000, o setor de Serviços apresentou crescimento de 2,24% no período, enquanto a Indústria cresceu 0,41% e o Agropecuário 0,18%. O subgrupo que mais cresceu no grupo Serviços foi Instituições Financeiras (+5,29%), embora a maior queda tenha sido no subgrupo Comunicações (-11,15%). No setor Industrial, os destaques de crescimento ficaram com os subgrupos Extração Mineral (+6,07%) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+2,74%). No setor Agropecuário, a maior alta foi Produção Animal (+2,06%), mas o destaque negativo ficou com o subgrupo Atividade Extrativa Vegetal e Silvicultura, que apresentou retração de 6,26%.
De acordo com esse resultado, pode-se notar os efeitos do racionamento de energia, principalmente quando na comparação com o primeiro trimestre de 2001. Segundo estimativas do Banco Central, a mediana das expectativas de mercado para o PIB de 2001 permanece em 2,5%.
Caso a Argentina entre em inadimplência ou haja uma intensificação da crise energética, o Brasil ainda poderá ter que adiar a recuperação econômica. O governo acredita que com o empréstimo do FMI ao país, de US$ 15 bilhões até dezembro de 2002, deverá manter a confiança internacional ao Brasil, assegurando o controle da moeda e possivelmente gerando a reversão da trajetória de alta dos juros adotada pelo Banco Central.