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Destaques da Bolsa

Cemig dispara 6% com Itaú e “só” 8 ações caem hoje; ex-OGX dispara 65% na semana

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

(Divulgação/Cemig)

SÃO PAULO – Investidores globais operaram nesta sexta-feira (8) com maior interesse por ativos de risco, após divulgação nesta manhã de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, mostrarem a criação de 287 vagas em junho, no melhor mês para as contratações desde outubro. Os ganhos por aqui aceleraram também depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou as projeções de crescimento do Brasil em 2017 de 0,5% para 1%. 

Como resultado, o dólar comercial registrou queda de 2,12%, indo a R$ 3,2930 na compra e R$ 3,2945 na venda. Já o Ibovespa subiu 2,16%, a 53.139 pontos, puxado principalmente pelas ações ligadas a commodities, que subiram até 6% hoje. Do lado negativo, apenas 8 das 59 ações do índice caíram, com destaque para os papéis das exportadoras Fibria, Suzano e Klabin, penalizadas pela queda da moeda americana, dado que suas receitas são em dólar. 

Na semana, as maiores altas ficaram com as ações da Rumo, CPFL Energia e Qualicorp, que subiram 14,23%, 9,24% e 8,34%, respectivamente. Do lado oposto, as maiores quedas ficaram também com os papéis do setor de papel e celulose Suzano, Fibria e Klabin, que recuaram mais de 7% (para conferir outras variações de ações clique aqui).

Sobre a Rumo, um call técnico lançado no fim da semana passada apontava para possibilidade de alta de 30% para a ação. O analista gráfico da XP Investimentos, Danilo Zanini, abriu compra na ação a R$ 5,05, vendo chances do papel disparar até R$ 6,60. Vale destacar que a operação teve redução essa semana na região de R$ 5,35. Já a CPFL Energia – segunda maior alta do Ibovespa na semana – disparou em meio à notícia de que a chinesa State Grid vai comprar a fatia da Camargo Corrêa na elétrica. 

Fora do índice, destaque para a ex-OGX Petróleo, atual Óleo e Gás Participações, que saltou 64,59% na semana, após notícia de que a empresa retomou na segunda-feira a produção do Campo de Tubarão Martelo (“Campo TBMT”), por meio da FPSO OSX-3.

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira:

Papel e celulose
O setor de papel e celulose seguiu em queda livre na Bolsa, em meio às preocupações dos investidores quanto aos balanços dessas companhias, que vêm sendo afetados pela desvalorização do dólar frente ao real e pelos preços da celulose. 

As ações da Fibria (FIBR3, R$ 21,23, -3,94%) renovaram hoje sua mínima desde setembro de 2014, acumulando nos últimos 5 pregões queda de 8%. Já as ações da Suzano (SUZB5, R$ 10,80, -3,23%) e Klabin (KLBN11, R$ 15,10, -3,27%) caíram pelo quarto pregão seguido, registrando no período perdas de 9,62% e 7,59%, respectivamente, indo para seus menores patamares desde abril e o final de junho. 

No radar, a Suzano emitiu US$ 500 milhões em green bonds com cupom de 5,75%. A companhia “lançou e precificou” no mercado internacional, por meio de Bahia Sul Holdings GmbH, oferta de Senior Notes com prazo de 10 anos, segundo comunicado. Os títulos terão cupom de 5,75% ao ano. 

“Os notes constituirão obrigações sênior e contarão com garantia integral da Suzano Papel e Celulose e cumprem com os Green Bond Principles editados pela Associação Internacional de Mercado de Capitais (International Capital Market Association)”, afirmou. 

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Vale (VALE3, R$ 16,18, +1,00%; VALE5, R$ 13,01, +1,80%)
Seguindo o bom humor dos mercados globais, as ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 9,30, +1,64%) – holding que detém participação na mineradora – avançaram, acompanhando também o desempenho do minério de ferro hoje, que fechou em alta de 0,2% no porto de Qingdao, na China, indo a US$ 55,17 a tonelada.

O movimento positivo foi acompanhado pelas ações das siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 6,16, +2,50%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,04, +2,00%), CSN (CSNA3, R$ 9,06, +6,09%) e Usiminas (USIM5, R$ 2,04, +0,99%). Já os papéis ordinários da Usiminas (USIM3, R$ 6,74, -11,08%) viraram para queda, após subirem 68% desde a última segunda-feira até a máxima de hoje. No maior patamar desta sessão, as ações USIM3 subiram 11,87%, indo a R$ 8,48. 

A ação da siderúrgica subiu nos últimos dias em meio à briga pela Nippon Steel & Sumitomo Metal pelo controle da empresa, disse o operador da mesa do Daycoval, Renan Alpiste. No radar da companhia, a Nippon Steel & Sumitomo Metal endureceu seu conflito com a sócia no bloco de controle da Usiminas, o grupo TerniumTechint, por meio de um informe publicitário divulgado na terça-feira no jornal Valor Econômico e uma entrevista coletiva de um de seus principais executivos no Brasil. A siderúrgica japonesa não aceita a eleição de Sergio Leite, indicado pela Ternium com apoio dos empregados, da Previdência Usiminas e do minoritário BTG Pactual, classificando a decisão como irregular e ilegal.

Em entrevista coletiva realizada em São Paulo, Yoichi Furuta, diretor da Nippon Steel e conselheiro da Usiminas, declarou que a melhor solução seria acertar as pontas para resolver o conflito societário, que se arrasta há dois anos, embora não haja nenhuma negociação em curso. Uma das possibilidades aventadas por ele seria uma reestruturação do setor, por meio de fusões e aquisições que incluíssem a empresa mineira. No entanto, ele ponderou que uma consolidação dependeria de uma liderança em nível nacional, o que não deve ocorrer agora, principalmente por conta da atual turbulência política no país.

Smiles (SMLE3, R$ 46,56, -1,34%) e Multiplus (MPLU3, R$ 35,75, +2,26%)
O BTG Pactual iniciou a cobertura para as ações da Smiles, empresa de programa de fidelidade controlada pela Gol (GOLL4, R$ 3,32, +2,15%), com recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 56,00. A Multiplus também tem recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 40. “Nós preferimos a Smiles devido ao seu potencial superior de crescimento e margem, além de condições mais vantajosas em acordos com a companhia aérea. O cenário-base do BTG assume que não haverá interrupção nas operações da Gol”, destacam os analistas.  

Petrobras (PETR3, R$ 12,30, +2,76%; PETR4, R$ 9,84, +2,93%)
As ações da Petrobras subiram pelo segundo pregão, acompanhando hoje o movimento do petróleo. O contrato Brent subiu 0,6%, a US$ 46,69 o barril, enquanto o WTI avançou 0,6%, a US$ 45,41 o barril. 

No radar da companhia, a Petrobras confirmou a emissão de US$ 3 bilhões com a reabertura de bônus 2021, com cupom de 8,375% ao ano (a.a.), e 2026, com cupom de 8,750% a.a.. No bônus 2021, o volume emitido foi de US$ 1,750 bilhão, com rendimento ao investidor de 7,750% a.a., ao preço de emissão de 101,971% do montante principal, mais juros capitalizados a partir de 23 de maio de 2016. Já na reabertura dos títulos com vencimento em 2026, o volume emitido foi de US$ 1,250 bilhão, com rendimento ao investidor de 8,750% a.a., e preço de emissão de 99,981% do montante principal, mais juros capitalizados a partir de 23 de maio de 2016.

Além disso, a Prosafe assinou emenda de contrato com Petrobras. A emenda do contrato prevê substituição da plataforma semissubmersível Safer Eurus por Safe Notos e o contrato original, que previa duração de 3 anos, será prorrogado por mais 222 dias, segundo comunicado da empresa norueguesa. O valor do contrato estendido passa a ser de aproximadamente US$ 189 milhões. Como parte do acordo, a Petrobras acertou redução da taxa diária do Safe Concordia em cerca de 14% a partir do segundo trimestre de 2016. A estatal recebeu ainda opção para encerrar contrato do Safe Concordia no momento de início do Safe Notos, previsto para o primeiro trimestre de 2017. O contrato original do Safe Eurus tinha valor total de cerca de US$ 164 milhões, segundo comunicado de 14 de agosto de 2015.

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Cemig (CMIG4, R$ 7,79, +6,42%)
As ações da Cemig foram a maior alta do Ibovespa hoje, após o Itaú BBA ter elevado sua recomendação de underperform (desempenho abaixo da média) para market perform (desempenho em linha com a média do mercado), assim como o preço-alvo por papel de R$ 8,00 para R$ 10,00. Apesar da recente valorização da ação (de 45% do dia 15 de junho até agora), os analistas Pedro Manfredini, Raul Cavendish e Gustavo Fingeret, do banco, comentam que decidiram elevar a ação, levando em consideração o programa de desinvestimento da companhia, que pode levantar R$ 4,1 bilhões com a venda de ativos “non-core”, tais como Santo Antônio, Telco, Gasmig e ações da Taesa (TAEE11). 

Oi (OIBR3, R$ 2,63, +3,95%; OIBR4, R$ 1,52, +5,56%)
O Societé Mondiale Fundo de Investimento em Ações quer convocar uma assembleia geral extraordinária num prazo de oito dias para destituir o conselho de administração e discutir a situação financeira da empresa e o seu futuro. O fundo tem uma participação de 6,64% do capital da companhia onde a Pharol é a maior acionista, com 27,5% de participação, participação essa gerida pela Bridge Administradora de Recursos.

O objetivo, segundo o comunicado divulgado pela Oi ao mercado, é “discutir e avaliar a atual situação econômico-financeira da Companhia, bem como os desafios a serem enfrentados daqui em diante, contemplando eventuais sugestões dos acionistas, a serem consideradas pelos administradores da Companhia, no processo de soerguimento econômico-financeiro ora em curso”.

O fundo Societé Mondiale quer também destituir os membros portugueses do conselho de administração, que conta com vários administradores que representam a Pharol na sua composição, nomeadamente Rafael Mora, que representava a RS Holding na estrutura acionista da ex-Portugal Telecom; Palha da Silva, presidente da Pharol, e ainda João Manuel Pisco de Castro, André Navarro e Morais Leitão assim como todos os suplementes, que incluem Nuno Vasconcellos.

Ex-OGX (OGXP3, R$ 5,81, +4,68%)
As ações da ex-OGX Petróleo, atual Petróleo e Gás Participações, dispararam 64,59% na semana, após 
notícia de que a empresa retomou na segunda-feira a produção do Campo de Tubarão Martelo (“Campo TBMT”), por meio da FPSO OSX-3. A ação, que virou “mico” na Bolsa desde 2013, quando a empresa entrou em recuperação judicial e teve uma queda brusca no volume negociado na Bovespa, assim como no valor de face seus papéis, “renasceu” na última segunda-feira.

“A notícia de que a empresa conseguiu reativar a exploração no Campo de Tubarão Martelo despertou o ânimo dos investidores que tentam recuperar pelo menos uma fatia do que perderam no passado”, disse o operador de mesa do banco Daycoval, Renan Alpiste. Segundo ele, é um movimento especulativo desses investidores minoritários. “Não pensando que a empresa vai voltar a ser o que era, mas na tentativa de colocar algum dinheiro no bolso em meio ao movimento especulativo”, disse.

Segundo o comunicado da companhia, da última segunda-feira, as operações no campo foram imediatamente retomadas após a autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em ofício datado de 1° de julho. A companhia informou ainda que permanecerá monitorando o processo, aguardando a estabilização da produção. Com a retomada da produção, os resultados mensais voltarão a ser divulgados ao mercado até o 15° dia do mês subsequente, disse a empresa.