Cemig cai 2% com aumento de capital; Petrobras recua e small cap salta 8% com recomendação

Confira os principais destaques da bolsa desta terça-feira

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Confira os principais destaques da bolsa desta terça-feira:

Cemig (CMIG4, R$ 8,05, -2,31%)
Depois de abrirem em queda de 4,98%, a R$ 7,83 (mínima do dia) em meio à notícia de aumento de capital de até R$ 1,3 bilhão (veja aqui), as ações da Cemig chegaram a subir 2,89%, mas voltaram a perder força.

Embora a operação vá provocar uma forte diluição dos acionistas, uma parte dos analistas de mercado apontam que, se a empresa utilizar os recursos apenas para se desalavancar e não financiar aquisições, a oferta seria positiva. Essa é a visão do BTG Pactual e Bradesco BBI, esse último inclusive que segue com recomendação de compra para a ação, dando à Cemig o benefício da dúvida de que seu foco principal será vender ativos para reduzir a alavancagem e não comprar ativos, reforça os analistas do banco.

Por outro lado, o Itaú BBA comenta que a oferta é uma surpresa negativa, apontando que a estatal está enviando a mensagem de que está encontrando dificuldades em vender ativos ou não está firmemente comprometida com esse objetivo. “A companhia parece muito concentrado em discutir com o governo federal a possibilidade de manter as usinas vencidas. Acreditamos que deveria estar tentando reduzir sua alavancagem”, comentaram os analistas do banco.  

Cabe destacar que o aumento de capital de R$ 1 bilhão da Cemig se fará por meio de emissão de novas ações a R$ 6,57 no caso das PNs, ou seja, com um desconto de 20% em relação ao fechamento de do pregão de ontem, no qual o papel CMIG4 da estatal fechou o dia cotado a R$ 8,24. 

Já o desconto em relação às ordinárias – CMIG3 – será de cerca de 40%, isto por que a companhia ofereceu R$ 5,00 por cada papel dessa natureza, e o mesmo fechou o pregão de ontem a R$ 8,29, depois de cair 2% durante o dia. A equipe de análise da Suno Research também diz para seus clientes terem cautela, recomendando que fiquem fora do negócio por tempo indeterminado. 

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União dos políticos à custa dos minoritários: a nova ofensiva de R$ 1 bi que afeta a Cemig na Bolsa. Leia aqui.

Vale menção ainda que um pouco antes do comunicado sobre aumento de capital se tornar público, o vice-presidente da Câmara, deputado Fabio Ramalho (PMDB-MG), afirmou que a companhia faria aumento de capital, aliado a uma venda de ativos, para tentar ficar com as usinas de Jaguara e Miranda. Segundo ele, a empresa também aguarda receber uma carta-fiança do Citibank para poder fechar uma proposta financeira pelas hidrelétricas.

Segundo o deputado, a empresa pediu uma audiência com o ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça para apresentar a proposta. A Advocacia-Geral da União (AGU) também deve participar da reunião, de acordo com ele.

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Se conseguir homologar um acordo por uma das duas usinas, a Cemig vai tentar disputar a outra no leilão, marcado para quarta-feira (27). A ideia é tentar arrematar ao menos uma delas por meio da Aliança Energia, empresa que pertence à Vale (55%) e à Cemig (45%).

O acordo proposto pela Cemig prevê ainda que a empresa desista da disputa judicial pelas hidrelétricas, desde que o governo faça o mesmo. O leilão das usinas de Jaguara, Miranda, Volta Grande e São Simão será realizado nesta semana. O governo quer arrecadar R$ 11 bilhões com a licitação.

E, segundo aponta a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o governo topou acordo proposto pela bancada de Minas Gerais para manter sob controle da Cemig uma das quatro hidrelétricas incluídas no leilão previsto para esta quarta. No caso, a usina de Miranda. O acerto prevê que a estatal pague pela renovação da concessão em 15 de dezembro. 

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Fleury (FLRY3, R$ 29,41, +2,01%)
A Fleury teve a recomendação elevada para outperform (desempenho acima da média do mercado) pelo Credit Suisse, com preço- alvo de R$ 37.  Além das perspectivas positivas para o case da empresa, o Credit ainda aponta que não espera impacto negativo da saída da Advent, não esperando que isso mude a estratégia de sucesso da Fleury, apontando ainda que a sua saída deva aumentar a liquidez das ações.

A companhia ainda informou que recebeu carta de renúncia de Juan Pablo Zucchini e Brenno Raiko de Souza aos cargos de Conselheiros de Administração. Já era prevista a saída dos dois, que fazem parte do fundo Advent, que recentemente vendeu sua participação da companhia.

Petrobras (PETR3, R$ 16,14, -1,10%; PETR4, R$ 15,56, -1,77%)

Depois de registrarem leve alta ontem em dia de disparada dos preços do petróleo, as ações da Petrobras recuaram hoje com a commodity em queda mais acentuada. Em Londres, os contratos do petróleo Brent caíam 1,85%, a US$ 57,93 o barril, enquanto os contratos do WTI, negociados em Nova York, recuavam 1,36%, a US$ 51,51 o barril. 

Além disso, no radar da empresa, a Petrobras informou que elevará o preço da gasolina em 0,4% e do diesel em 1,7% nas refinarias a partir de 27 de setembro. 

Santos Brasil (STBP3, R$ 3,58, +8,81%)

O Itaú BBA, por sua vez, elevou a recomendação das ações da Santos Brasil para “outperform” (desempenho acima da média), apesar de algumas incertezas no radar. O novo preço-alvo, para 2018, é de R$ 4,20 por papel. Os analistas esperam um Ebitda consolidade 2,5 vezes maior no próximo ano, além de projetar melhor desempenho nos terminais de Vila do Conde e Imbituba, além do capex mais estável  relacionado à renovação antecipada da concessão do Tecon Santos. 

Vale (VALE3, R$ 31,50, +1,32%; VALE5, R$ 29,07, +1,04%)
Em dia de recuperação dos preços do minério após queda de 15% em duas semanas, as ações da Vale tiveram pregão de alívio nesta terça-feira. Essa foi a primeira alta do ativo após cinco sessões seguidas de baixa, quando acumularam perdas de 9%. 

Acompanharam o movimento de recuperação os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 23,65, +0,72%) – holding que detém participação na Vale – e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 11,11, +1,28%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,30, +1,15%), Usiminas (USIM5, R$ 8,36, +1,58%) e CSN (CSNA3, R$ 9,49, +0,96%). Ontem, as ações da Usiminas caíram mais de 12%; enquanto Gerdau caiu 10% nos últimos 6 pregões e CSN recuou 16% em 5 sessões. 

Hoje, o minério de ferro spot (à vista) negociado no porto de Qingdao, na China, subiu 3%, a US$ 64,95 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério cotados na bolsa chinesa de Dalian tiveram leve queda de 0,21%, a 465 iuanes.

Correção da bolsa finalmente chegou: o que fazer com as ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas? Clique aqui e veja a análise. 

Segundo informa o Estadão, a  Vale foi a empresa que apresentou mais pedidos de licença para a exploração mineral na Reserva Nacional do Cobre (Renca). O Ministério de Minas e Energia estabeleceu, na publicação do decreto presidencial que extinguiu a reserva, que apenas pedidos de exploração e pesquisa anteriores a 1984, ano de criação da Renca, seriam analisados. A mineradora detém a maioria dos pedidos antigos.

Publicada em abril, a Portaria 128, do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Bezerra Filho, indeferia os pedidos pós-criação da reserva, em um total de 551 – e nessa lista de rejeitadas estão subsidiárias da Vale e de grandes empresas do setor, como a Anglo American. Dos 154 pedidos de exploração e pesquisa antigos e passíveis de análise, pelo menos 104 eram de empresas da Vale.

Os dados são do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do cadastro de empresas jurídicas do Ministério da Fazenda. Uma parte das empresas dessa lista já teve baixas e seus pedidos e direitos foram incorporados por outras.

Para ter acesso à Renca, a Vale operou por meio de um emaranhado de empresas. Uma delas é a Mineração Guanhães, com 19 pedidos de licença. Neste ano, a Guanhães ainda obteve do DNPM direitos de mineração das empresas Itapi, Bacajá, Iriri, Araguaia, Capoeirana e Tapajós, antigos registros da companhia que têm pedidos de exploração da reserva.

Dados do Ministério da Fazenda mostram que a Guanhães está ativa e funciona no terceiro andar de um prédio na Avenida Graça Aranha, no centro do Rio, espaço ocupado pela Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social (Valia). A Guanhães tem entre seus sócios a própria Vale S.A. e a Docepar, outra subsidiária da mineradora. Procurada, a Vale negou ser proprietária.

Tecnisa (TCSA3, R$ 2,37, -4,05%) e Cyrela (CYRE3, R$ 13,79, -0,58%)

A Tecnisa informou, por meio de comunicado divulgado nesta segunda, que recebeu correspondência da Cyrela informando redução de participação acionária. A nova parcela será de 9,98% das ações ordinárias, equivalente a 33 milhões de papéis. A Cyrela informa que o objetivo da participação acionária é estritamente de investimento.

“Negócios realizados não objetivam alterar composição de controle ou estrutura administrativa da companhia. Não foram celebrados acordos ou contratos regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de emissão”, afirma o comunicado. 

Ultrapar (UGPA3, R$ 78,10, +0,17%)

Segundo o Valor, o clima no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é pela reprovação da compra da Liquigás pela Ultragaz e já existem empresas se movimentando para comprar a subsidiária da Petrobras, apurou o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. A concentração no mercado de gás de cozinha (GLP) preocupa a autoridade antitruste desde que o negócio foi anunciado pelo conselho de administração da petroleira já que o negócio envolve a junção das duas maiores empresas do setor.

CVC (CVCB3, R$ 40,50, -0,95%)

A CVC convocou Assembleia Geral Extraordinária para 11 de out, às 10h, para aprovação da incorporação das ações da Read Serviços Turísticos e da Reserva Fácil Tecnologia, segundo comunicado. Caso a AGE aprove as incorporações, Read e Reserva Fácil “passarão a ser subsidiárias integrais” e os atuais acionistas não controladores da Read e da Reserva Fácil se tornarão acionistas da CVC

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 13,82, +1,62%)
A MRV disse que não participará concorrência para o estádio do Atlético Mineiro. A construtora esclarece, após pedido da CVM, que não construirá estádio do Clube Atlético Mineiro, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira. “A MRV Engenharia investirá em ações de marketing, conforme usualmente faz, através de patrocínio esportivo e ‘naming rights’, ou seja, será atribuído ao estádio o nome da MRV, que chamará Arena MRV”, disse a companhia.

Banco Indusval (IDVL4, R$ 1,89, -3,57%)
O Indusval informou que pediu o cancelamento de sua OPA (Oferta Pública de Aquisição), que resultaria na saída da empresa da bolsa. Em comunicado, a empresa justificou a decisão dizendo que continua em tratativas confidenciais de parcerias estratégicas que, “apesar de não envolverem a transferência de controle da companhia, poderão, caso sejam concretizadas, impactar a sua rentabilidade futura e a decisão do acionista com relação à adesão ou não à Oferta”.

A companhia disse ainda que “poderá retomar as discussões acerca da realização de eventual oferta pública de aquisição ações para cancelamento de registro de companhia aberta após o desfecho das tratativas em curso”.

Wilson Sons (WSON33, R$ 42,00, 0,00%)
A Wilson Sons informou que a sua subsidiária Wilson Sons Ultratug Offshore está negociando novos termos contratuais para oito embarcações de apoio (PSVs) que estão em operação para a Petrobras. A negociação considerará (i) a suspensão temporária desses contratos devido ao cenário atual de demanda reprimida, prorrogando os prazos originais dos contratos por um período igual à suspensão, e (ii) uma redução das taxas diárias das embarcações. A negociação contempla uma redução estimada total de aproximadamente 6% na taxa diária média da frota, e até 858 dias de suspensão para todos os navios combinados.

A companhia disse que continua buscando novas oportunidades para maximizar a utilização da frota. 

Teka (TEKA4, R$ 8,72, +11,51%)
A Teka Tecelagem Kuehnrich informou que conseguiu regularizar sua situação na B3, evitando assim que suas ações tivessem a listagem cancelada. Confira o comunicado da B3 sobre o assunto:

“A B3 informa que, considerando que a empresa atendeu o requisito do Regulamento para Listagem de Emissores e Admissão à Negociação de Valores Mobiliários, cujo descumprimento havia motivado o processo de negociação não contínua, a partir do pregão de 18/09/2017, as ações de emissão da empresa voltam à negociação normal e fica afastado o cancelamento de listagem da companhia na B3 que estava previsto para 25/09/2017”.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.