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SÃO PAULO – Contrariando o consenso do mercado, os analistas da Merrill Lynch acreditam que 2006 será um ano positivo para os preços da celulose no mercado internacional. Os analistas do banco norte-americano apostam que o encerramento das operações em algumas plantas de alto custo deve contrabalançar as adições de capacidade previstas.
Entre os meses de novembro de 2005 e maio de 2006, o mercado de celulose deve perder cerca de 705 mil toneladas de capacidade, com o fechamento de duas plantas no Canadá, da Domlar e da Western Forest, e uma nos EUA, da Weyerhauser.
Segundo a Merrill Lynch, a combinação do fortalecimento da moeda norte-americana com a alta dos preços da energia e das matérias-primas fez com que os custos da produção de celulose na região superassem seu preço no mercado internacional, inviabilizando os projetos.
Adições: equilíbrio, mas só em 2006
Em 2006, cerca de 1,63 milhão de toneladas devem ser adicionadas à produção mundial, com o início das operações de duas plantas da Arauco e uma da CPMC, todas elas no Chile.
Os analistas da Merrill Lynch, no entanto, lembram que o start-up desses projetos deve acontecer apenas no terceiro trimestre, ou seja, o impacto das adições somente será sentido no próximo ano, o que corrobora as perspectivas positivas para 2006.
A partir de 2007, no entanto, o equilíbrio entre oferta e demanda deve começar a ser abalado pela entrada em operações de uma série de novas plantas. Cerca de 2,5 milhões de toneladas adicionais devem ser acrescidas à produção mundial, por três novas plantas, sendo uma delas a de Mucuri, da Suzano Bahia Sul.