Balanços

CCR (CCRO3) tem lucro líquido de R$ 183,9 milhões, alta de 55,5% na base anual

Com avanço da vacinação e enfraquecimento da pandemia, companhia viu tráfego em seus ativos melhor e receita crescer

Por  Vitor Azevedo

SÃO PAULO – A CCR (CCRO3), companhia que atua no ramo de concessões, lucrou de forma líquida R$ 183,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, número 55,5% maior do que os R$ 118,3 milhões registrados no mesmo período de 2020.

Parte do crescimento do lucro se dá por conta do avanço da receita líquida, que foi de 15,4%, saindo de R$ 2,2 bilhões para R$ 2,57 bilhões. Os arrecadamentos dos pedágios subiram em bloco, com a receita bruta do segmento avançando 9,8%, para R$ 1,9 bilhão.

Ainda por setor, os aeroportos, com o enfraquecimento da pandemia, registram a maior alta percentual de ganhos, com crescimento de 109,1% da receita bruta, que chegou a R$ 174,4 milhões

Já entre as empresas controladoras, foi destaque o faturamento da ViaQuatro. A responsável pela linha amarela do metro de São Paulo viu sua receita bruta crescer 167,5%, de R$ 58,9 milhões para R$ 157,7 milhões – além da base fraca de comparação (por conta da pandemia em uma fase mais grave no terceiro trimestre de 2020), a alta é explicada também por uma quantia recebida do governo do estado de São Paulo.

Com retomada, custos da CCR aumentam, bem como as dívidas

Ao mesmo tempo, os custos da companhia totais avançaram 12,4%, chegando a R$ 1,9 bilhão, com destaque para os gastos com construção, que cresceram 77,9%, para R$ 270,2 milhões, e para os gastos com outorgas, que subiram 43,6%, para R$ 29,5 milhões.

Apesar disso, com a maior receita, os gastos foram diluídos e a margem Ebtida, que mede o lucro operacional, saiu de 52,1% para 55,2%. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), cresceu de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,5 bilhão.

Por fim, o lucro líquido da CCR foi impactado pelo resultado financeiro líquido, negativo em R$ 453,9 milhões, número 40,9% do que aquele registrado entre julho e setembro de 2020. A companhia de concessões viu seus gastos com hedge chegarem a R$ 133,6 milhões, ante saldo positivo de R$ 26,7 milhões no ano passado, e seus gastos com juros chegarem a R$ 380,4 milhões, alta de 30,4%

A alta dos gastos com juros se deu porque a dívida líquida da companhia chegou a R$ 15,9 bilhões em setembro, maior do que no segundo trimestre deste ano, quando era de R$ 14,2 bilhões, e maior do que no mesmo período do ano passado, quando era de R$ 13,9 bilhões.

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