Cautela com setor financeiro dos EUA impulsiona risco-Brasil; Global 40 em alta

Moody's reduz nota de seguradoras de bônus norte-americanas; alta do óleo também traz perdas aos mercados

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SÃO PAULO – Refletindo o aumento no sentimento de aversão ao risco por parte dos investidores ante às tensões acerca do setor financeiro norte-americano e do avanço verificado nos preços do barril de petróleo, o risco-Brasil fechou com forte avanço de 9 pontos nesta sexta-feira (20).

Na ausência de dados econômicos de peso no front externo, o destaque do dia ficou com as projeções pessimistas para o setor financeiro. A Moody’s reduziu a nota das seguradoras de bônus norte-americanas MBIA e Ambac, enquanto rumores dão conta de que a Merrill Lynch irá reportar maiores baixas contábeis.

Em adição, os analistas do Lehman Brothers divulgaram projeções pessimistas com os próximos resultados de Freddie Mac (-7,7%) e Fannie Mae (-4,8%). E a S&P rebaixou o rating de crédito do HBOS, contaminando o desempenho das financeiras na Europa.

Risco-Brasil avança

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 197 pontos-base, alta de 9 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 1,35% na noite desta sexta-feira, cotado a 134,75 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Fech. Anterior Var %
Global 40 134,75 132,95 +1,35