Cautela acerca da economia eleva aversão ao risco, impulsionando o dólar

Revisão do PIB da Zona do Euro decepciona, enquanto Grécia e China elevam preocupações quanto à recuperação global

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SÃO PAULO – O dólar comercial sobe frente ao real nesta manhã de quarta-feira (7), ganhando atratividade como porto-seguro, em meio ao aumento da aversão ao risco. Por volta de 9h50, o dólar comercial estava cotado a R$ 1,762 na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior. 

Uma notícia que interfere no humor dos investidores é a de que a Grécia prepara-se para pedir aos membros da Zona do Euro a renegociação das condições em que concederão empréstimos bilaterais, buscando mitigar a participação do FMI (Fundo Monetário Internacional) no processo, à medida que a instituição poderia lançar condições duras. 

Reforçando o clima de cautela, as sinalizações de que a China pode apertar a política monetária nos próximos meses também elevam a aversão ao risco. O conselheiro do Banco Central do país Li Daokui afirmou ao China Securities Journal que a autoridade monetária deve elevar o juro básico já neste segundo trimestre, caso a inflação acelere.

PIB europeu
Entre os principais indicadores econômicos divulgados no dia está o PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro que revelou estagnação da região no último trimestre, ante um avanço de 0,4% no terceiro período de 2009 e 0,1% de alta na primeira prévia.

De acordo com os dados da Eurostat, agência oficial de estatísticas da Comissão Europeia, o componente “investimentos corporativos” foi o que mais pesou negativamente ao cair 1,3% no período, nos dados revisados.

Estados Unidos
Na tarde da última terça-feira, o Fed divulgou a ata de sua última reunião indicando que as taxas básicas de juros do país devem permanecer em níveis extremamente baixos por mais algum tempo. Atualmente o juro básico se encontra no intervalo de 0% a 0,25% ao ano nos Estados Unidos. 

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De acordo com a Banco Central norte-americano, mesmo que alguns indicadores já mostrem claros sinais de melhora, como o do setor de varejo e a indústria manufatureira, o mercado imobiliário ainda traz números preocupantes, especialmente quanto à venda de imóveis novos.

“A duração do período prolongado anterior a um aperto monetário deve perdurar ainda por algum tempo, podendo até mesmo aumentar se o cenário econômico se depreciar ou se as expectativas inflacionárias mostrarem maiores recuos”, diz o Fomc na ata. A autoridade mais uma vez falou que a recuperação econômica deve se manter em um ritmo moderado.

Dólar paralelo permanece em R$ 1,8700
Vale destacar que no mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8700, representando um ágio de 6,25% em relação ao dólar comercial.

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