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SÃO PAULO – Que os homens vivem menos do que as mulheres, todos nós sabemos. Contudo, o que pouca gente sabe é que uma das principais razões pela qual esta diferença ainda não caiu de forma mais significativa é a alta taxa de crescimento das chamadas mortes por fatores externos, que entre os homens tem registrado forte crescimento nos últimos anos.
Dentre as causas de morte consideradas externas estão: homicídios, acidentes de trânsito, suicídios, quedas acidentais, afogamentos etc. Atualmente, as mulheres chegam a viver em média quase oito anos a mais do que os homens, sendo que a expectativa de vida média do brasileiro é de 68,9 anos.
Mortalidade entre jovens é muito alta
Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta segunda-feira, dia 02, sobre o impacto das mortes externas na esperança de vida do brasileiro, a taxa de mortalidade masculina na faixa de 20 a 29 anos é três vezes maior do que a feminina.
Não fossem as mortes por causas externas, a esperança de vida dos homens ao nascer seria de 2,5 anos a mais, frente a um aumento de apenas seis meses para as mulheres. Esta seria a explicação para o fato da diferença entre a expectativa de vida dos homens e mulheres ter aumentado no período entre 1980 e 2001. Enquanto em 1980 as mulheres viviam 6,4 anos a mais, em 2001 esta diferença subiu para 7,8 anos, com os homens vivendo em média 65,1 anos e as mulheres 72,9 anos.
Ainda mais impressionante é a constatação de que dos 1,9 milhão das mortes por causas externas entre 1980 e 2001, cerca de 82,4% foram de homens, ou o equivalente a 1,5 milhão de pessoas. Do total de mortes por causas externas, cerca de 65,8% (ou 1,258 milhão de pessoas) são de indivíduos com idade entre 10 e 39 anos, sendo que das pessoas que morreram nesta faixa etária por causas externas, cerca de 85,6% são homens (o que equivale a 1,077 milhão de pessoas).