Caso Bear Stearns: venda pode não se concretizar e ações disparam 44%

Acionistas podem não aprovar venda do banco ao JPMorgan; papéis fecharam último pregão em queda superior a 90%

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SÃO PAULO – Após uma segunda-feira negra, impactados pela notícia de venda ao JP Morgan, os papéis do Bear Stearns registram nesta terça-feira (18) uma expressiva alta, superior a 44%, na praça de Nova York.

A relativa recuperação dos ativos, que encerraram o último pregão mergulhados em uma queda de mais de 90%, deve-se às expectativas crescentes do mercado de que o negócio não seja concluído.

Um dos principais acionistas do banco, o bilionário Joseph Lewis, criticou a proposta do JPMorgan, que considerou “irrisória”. Foi divulgado nesta terça-feira que somente a sede do Bear Stearns em Nova York vale cerca de seis vezes o valor ofertado pelo JP Morgan, de US$ 236 milhões.

Lewis acredita que a venda do banco não seja aprovada por seus acionistas. Diversos investidores vêm considerando entrar com ações na Justiça norte-americana contra o Bear Stearns, que teria enganado seus acionistas acerca de sua real situação financeira.

Demissão de funcionários

Outro elemento que reforça as expectativas do mercado de que a operação não vá ser concluída é o fato de que o quadro de funcionários do Bear Stearns responde por aproximadamente um terço das ações do banco.

De acordo com informações divulgadas pela mídia internacional, cerca de metade dos 14 mil funcionários do Bear Stearns poderá perder seus empregos caso a venda do banco ao JP Morgan seja concretizada.

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Entenda o caso

No último final de semana, o JP Morgan anunciou a aquisição do Bear Stearns por US$ 236 milhões, ou cerca de US$ 2,00 por ação, cifra muito abaixo da constatada pelo mercado, o que imediatamente ocasionou severas perdas na cotação dos papéis do banco no último pregão.