Casa Branca “desengaveta” plano de liberar estoque de óleo

Objetivo é amortecer a alta no preço da gasolina e evitar que custos maiores com energia prejudiquem o sucesso de sanções ao Irã

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SÃO PAULO – A Casa Branca está “desengavetando planos antigos” para uma potencial liberação de reservas de petróleo para amortecer a subida nos preços da gasolina e evitar que a alta nos custos de energia prejudiquem o sucesso de sanções ao Irã, disse uma fonte com conhecimento da situação nesta quinta-feira (16).

Autoridades dos EUA vão monitorar condições de mercado nas próximas semanas, observando se os preços da gasolina cairão depois do feriado do Dia do Trabalho em 3 de setembro, como historicamente acontece, disse a fonte.

Ainda é cedo para dizer qual o volume dessa liberação pela Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA (SPR, na sigla em inglês) e, potencialmente, outras reservas internacionais, se a decisão for tomada, disse a fonte.

Os preços do petróleo subiram nas últimas semanas, e a cotação do Brent já se aproxima de US$ 120 o barril, em uma alta acentuada desde julho, quando estava em cerca de US$ 90 o barril.

Os Estados Unidos e outros países do G8 estudaram uma liberação potencial de reservas de petróleo na primavera do hemisfério norte, mas engavetaram os planos quando os preços caíram.

Com os preços altos mais uma vez, autoridades norte-americanas passaram a recolher informações de mercado sobre as necessidades potenciais e estudar futuros, números de produção e dados sobre as exportações de petróleo iranianas.

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“A força motriz neste processo é tanto o impacto sobre a economia quanto o impacto sobre a política de sanções ao Irã”, disse a fonte, ressaltando que Washington não queria elevar os preços do petróleo para criar uma proteção para o Irã enquanto embargo do petróleo e as sanções internacionais estavam tendo um impacto eficaz.

Os Estados Unidos ainda não se reuniram com parceiros internacionais sobre um movimento coordenado. A fonte observou que a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha e outras nações parceiras da Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, foram receptivos a uma possível liberação há alguns meses atrás, quando as condições eram semelhantes.

Esses países estavam preocupados com o impacto dos preços elevados do petróleo sobre a economia global e também com o Irã, e essas preocupações “permanecem igualmente relevantes hoje”.

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Internamente, o aproveitamento das reservas pode provocar críticas de republicanos, que acreditariam que a medida é um movimento político para aumentar as chances do presidente democrata Barack Obama na eleição de 06 de novembro.