Carteiras recomendadas: confira as melhores e piores performances de fevereiro

Desempenho médio das carteiras monitoradas pela InfoMoney ficou um pouco acima do Ibovespa, com Omar Camargo no topo do ranking

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SÃO PAULO – As carteiras recomendadas por bancos e corretoras apresentaram mais uma vez um desempenho médio mensal ligeiramente acima do Ibovespa. Em fevereiro, enquanto os 30 portfólios monitorados pela InfoMoney registraram uma rentabilidade média de 1,25%, o índice acumulou variação positiva de 1,22%. 15 carteiras foram melhores que o benchmark no período, enquanto as outras 15 tiveram uma rentabilidade abaixo de 1,22%.

Com isso, as carteiras recomendadas seguem performando o Ibovespa no acumulado do ano, tendo nesses dois meses retorno médio negativo de 2,52%, contra queda de 2,77% do índice.

Carteiras Recomendadas Ibovespa em 2011
Período Média das
Carteiras 
Ibovespa Diferença
Janeiro -3,83% -3,94% +0,11 p.p.
Fevereiro +1,25% +1,22% +0,03 p.p.
2011 -2,52% -2,77%

+0,25 p.p.

 
As melhores e as piores carteiras em 2011
Melhores Carteiras Piores Carteiras
Janeiro Amaril Franklin +1,05% XP Investimentos -7,50%
Fevereiro  Omar Camargo +5,09%  Magliano (Alto Risco) -1,42%
2011  Omar Camargo +1,72% Itaú Top 5 -7,36%

Omar Camargo: líder de fevereiro e de 2011
O destaque nesse segundo mês de 2011 ficou com a carteira recomendada da Omar Camargo, que teve retorno de +5,09%, desempenho 3,87 pontos percentuais acima do Ibovespa. Com o resultado, o portfólio da corretora saltou da 12ª para a 1ª posição no acumulado do ano, totalizando uma rentabilidade positiva de 1,72% nesses dois meses, bem acima do Índice Bovespa, que recuou 2,77% no bimestre.

Em fevereiro a Omar Camargo manteve inalterada suas apostas feitas em janeiro, mês em que sua carteira teve perdas de 3,21%, resultado que, embora negativo, superou em 0,73 p.p. o Ibovespa. Composto por 11 ações, o portfólio da corretora tem um perfil bastante diversificado e conseguiu se beneficiar do bom desempenho tanto de blue chips dos setores financeiro e de commodities quanto de small caps voltadas ao mercado interno.

Entre os “big players” da carteira, o destaque ficou com a OGX (OGXP3), responsável por 10% de participação no portfólio e que fechou fevereiro com alta de 13,02%, sendo um dos destaques positivos do Ibovespa no mês. Bradesco PN (BBDC4, +4,24%), Petrobras PN (PETR4, +5,5%) e Gerdau PN (GGBR4, +3,0%), com 13%, 11% e 10% de participação, respectivamente, também ajudaram a inflar os ganhos da carteira.

Já dentre os ativos não listados no Ibovespa, os ganhos foram ainda mais significativos. O destaque principal ficou com as ações da Fertilizantes Heringer (FHER3), que se valorizaram 33,07% em fevereiro. O ganho representativo foi de 2,31 p.p. na carteira, haja vista que esses papéis detinham 7% de participação. UOL PN (UOLL4, +7,93%), com fatia de 7% do portfólio, e Positivo (POSI3, +4,96%), com 4% de participação, foram outros ativos que avançaram forte no mês.

Magliano: pior performance em fevereiro, segunda pior em 2011
Já na ponta negativa aparece o portfólio da Magliano classificado como “Alto Risco”. Como o próprio nome diz, a carteira da corretora possui posições de maior risco, e onde há maior risco também há possibilidades de variações maiores – sejam elas positivas ou negativas. Em fevereiro, prevaleceu o revés: com rentabilidade negativa de 1,42%, a lista de ações da Magliano ficou 2,64 p.p. abaixo do movimento do Ibovespa no período.

Dos 7 ativos listados, o que obteve melhor resultado foi a unit do Santander Brasil (SANB11, +3,93%), seguida pelas ações da Grendene (GRDN3, +2,4%). Os ganhos, no entanto, foram bem modestos em comparação à desvalorização de papéis como Localiza (RENT3, -6,19%), Dufry (DAGB11, -4,55%) e CSN (CSNA3, -3,79%).

Com a rentabilidade negativa de fevereiro, a carteira de alto risco da Magliano caiu três posições no ranking de desempenho acumulado em 2011, ocupando a penúltima colocação entre 28 carteiras. No primeiro bimestre do ano, o portfólio acumula perdas de 7,16%, 4,39 p.p. pior do que o Ibovespa no mesmo período.

Outros destaques
Na segunda colocação dentre as melhores performances do mês, aparece a carteira do HSBC, que reportou ganhos de 3,4% no mês. Assim como a Omar Camargo, o portfólio do banco tinha bastante exposição em OGX (10% de participação) e Petrobras (15%), só que as apostas na estatal ficaram nas ações ordinárias (PETR3), que tiveram uma valorização maior que a das PNs em fevereiro. Destaque ainda para o avanço de 9,35% da SLC Agrícola (SLCE3), ação que também detinha um décimo de participação na carteira.

Já na ponta negativa, dois destaques. O primeiro deles é a carteira da Amaril Franklin, que após ter a melhor performance em janeiro, fechou fevereiro com a segunda pior rentabilidade dentre os portfólios monitorados, com variação negativa de 0,8%. Embora Vivo (VIVO4, +6,61%) e Itaú Unibanco (ITUB4, +4,0%) tenham avançado, as quedas de Cesp (CESP6, -4,11%), CSN (CSNA3, -3,79%) e Braskem (BRKM5, -3,29%) pressionaram a lista de ações no segundo mês do ano.

O outro destaque fica com a Bradesco Corretora. Apesar da performance positiva de 1,34% de seu portfólio em fevereiro, a rentabilidade acumulada no ano ainda encontra-se negativa em 6,1% – a quarta pior de 2011 -, cenário bem diferente do que foi visto em 2010, quando a carteira teve a melhor rentabilidade do ano, reportando ganhos de 28,86%.

Desempenho acumulado das carteiras recomendadas pelas corretoras em 2011
Posição Banco/Corretora Posição
Anterior
Rentabilidade
acumulada em 2011
Diferença sobre
o Ibovespa
Omar Camargo 12º (+11) +1,72% +4,49 p.p
TOV 2º (-) +1,45% +4,22 p.p.
BTG Pactual
3º (-) +0,46% +3,23 p.p.
Amaril Franklin 1º (-3)  +0,24% +3,01 p.p. 
SLW (dinâmico) 10º (+5) -0,30% +2,47 p.p.
Ativa 8º (+2) -0,44% +2,33 p.p.
HSBC 17º (+10) -0,62% +2,15 p.p.
Planner 11º (+3) -1,01% +1,76 p.p.
BB Investimentos 18º (+9) -1,25% +1,52 p.p.
10º Geração Futuro 4º (-6) -1,35% +1,42 p.p.
11º Banco Fator 13º (+2) -1,37% +1,40 p.p.
12º Credit Suisse 7º  (-5) -1,43% +1,34 p.p.
13º UM Investimentos
-* -1,58% +1,19 p.p.
14º Souza Barros
20º (+6)

-2,30%

+0,47 p.p.
15º Socopa 19º (+4) -2,42% +0,35 p.p.
16º Coinvalores 6º (-10) -2,90% -0,13 p.p.
17º PAX Corretora 5º (-12) -3,14% -0,37 p.p.
18º Spinelli 9º (-9) -3,21% -0,44 p.p.
19º Banif 15º (-4) -3,28% -0,51 p.p.
20º SLW (arrojado) 14º (-6) -3,39% -0,62 p.p.
21º Magliano 16º (-5) -3,60% -0,83 p.p.
22º SLW (moderado) 21º (-1) -4,17% -1,40 p.p.
23º Citi Corretora 24º (+1) -4,68% -1,91 p.p.
24º Link Investimentos 22º (-2) -5,16% -2,39 p.p.
25º Bradesco 25º (-) -6,10% -3,33 p.p. 
26º XP Investimentos 27º (+1) -6,24% -3,47 p.p. 
27º Magliano (alto risco) 23º (-4) -7,16% -4,39 p.p.
28º Itaú Top 5 26º (-2) -7,36% -4,59 p.p. 

* A carteira de janeiro foi enviada após a publicação da notícia

Metodologia
Para realizar o levantamento de fevereiro, a InfoMoney utilizou carteiras de ações recomendadas para o período mensal por 30 corretoras e bancos: Amaril Franklin, Ativa, Banif, Bank of America Merrill Lynch, BB Investimentos, Bradesco, BTG Pactual, Citi Corretora, Coinvalores, Credit Suisse, Fator, Geração Futuro, HSBC, Itaú BBA, Link, Magliano (2 carteiras), Omar Camargo, PAX, Planner, Safra, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, Spinelli, TOV, UM Investimentos e XP.

Para avaliar o desempenho no acumulado em 2011, duas casas de research foram excluídas por não termos tido acesso às carteiras divulgadas para janeiro. Os bancos e corretoras excluídos foram Bank of America Merrill Lynch e Safra.

Importante ainda destacar que a InfoMoney considerou a primeira publicação de cada uma destas carteiras nos referidos meses, não levando em consideração eventuais mudanças promovidas pelas corretoras e bancos no meio de mês. As cotações consideradas nas comparações de desempenho são as de fechamento do último dia útil de cada mês. Utilizando metodologia semelhante à adotada no cálculo da carteira teórica do Ibovespa, o desempenho considerado das carteiras recomendadas em 2011 é cumulativo.

Thiago Salomão

Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers