Carteira recomendada da Socopa busca melhores opções da bolsa para a semana

Onze indicações são feitas pela corretora, que reposicionou alguns setores, como consumo e autopeças

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – A corretora Socopa divulga sua carteira recomendada para a terceira semana de maio, que mantém onze indicações. Ela ressalta que busca listar as melhores opções dentre os ativos negociados na BM&F Bovespa, ponderando os riscos e retornos.

“Para esta semana decidimos manter nossa carteira sem alterações, apenas reposicionamos alguns setores com maior peso, como no caso de consumo e de autopeças”, diz o relatório publicado nesta segunda-feira (18).

A corretora enxerga que os indicadores norte-americanos apontam para “um momento de inflexão”. A perspectiva é de rali das cotações das commodities internacionais.

Confira a carteira:

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EmpresaCódigoPreço-teóricoUpside*Peso ajustado
BradescoBBDC4R$ 31,209,09%9,9%
GerdauGGBR4R$ 21,0014,84%10,3%
CSNCSNA3R$ 48,0012,54%9,8%
Itaú UnibancoITAU4R$ 33,2012,16%9,8%
CopelCPLE6R$ 35,0027,50%10,2%
Lojas RennerLREN3R$ 24,502,38%8,3%
ValeVALE5Em revisão7,8%
OdontoPrevODPV3R$ 50,0079,53%8,0%
PerdigãoPRGA3R$ 59,6064,19%9,1%
RandonRAPT4R$ 14,0046,75%9,0%
PetrobrasPETR4Em revisão8,0%

*Potencial de valorização em 12 meses, com base no fechamento de 18 de maio

Bradesco

A Socopa acredita que as instituições financeiras nacionais conseguirão contornar o problema de escassez de crédito internacional e que o Banco Central está tomando as medidas necessárias para dar maior liquidez ao mercado. Ademais, os bancos brasileiros estão bem capitalizados e o sistema é regulado.

Gerdau

Apesar da exposição ao mercado externo ter afetado as margens operacionais da empresa, a Socopa analisa que os impactos da desaceleração da economia norte-americana já estão precificados nas ações da Gerdau.

CSN

Com a venda de 40% na Namisa, a CSN apresenta uma posição financeira privilegiada diante de um cenário de retração do crédito no mercado. Além disso, os negócios na área de minério de ferro devem sustentar a receita e as margens da empresa neste ano.

Itaú Unibanco

O setor financeiro apresenta desconto em relação ao restante do mercado, apesar da crise financeira. A consolidação entre as instituições deve fortalecer o setor.

Copel

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Apesar do risco político implícito nas precificações, os papéis da empresa estão baratos. Além disso, a Copel tem boa exposição à curva de preços de energia mais altos nos próximos anos.

Lojas Renner

A Lojas Renner é uma das maiores redes do Brasil, além disso, é voltada para a classe média da população e se concentra, em sua maioria, em shoppings centers de quase todo o território nacional.

Randon

A Socopa considera que a empresa tem capacidade para passar pela crise financeira sem retrair, significativamente, suas operações e que se beneficiará quando as condições econômicas melhorarem, o que deve acontecer no segundo semestre do ano, de acordo com a corretora. Ademais, a Randon tem “boa geração de caixa, amplo market share e baixo nível de alavancagem financeira”.

OdontoPrev

A empresa lidera o processo de consolidação em um mercado de baixa penetração. A corretora enxerga que suas aquisições “possibilitarão ganhos de sinergia e diluição dos custos fixos no longo prazo”. Seu fluxo de caixa previsível faz do seu papel um investimento defensivo.

Perdigão

A Socopa considera que a empresa está bem posicionada no mercado, além de possuir uma grande variedade de produtos. Ademais, as quedas dos preços das commodities reduzirão a pressão dos custos e melhorarão as margens operacionais da Perdigão.

Petrobras

A corretora acredita que novas descobertas podem ser divulgadas no médio prazo. Destaque para o bom desempenho da produção de 2008 e para as metas de produção de petróleo, que fazem da companhia um bom investimento.

Vale

Apesar da possível redução da demanda por minério de ferro no próximo ano, a companhia tem uma “confortável posição financeira”, após a emissão de ações, além de “sólidos fundamentos de longo prazo”.