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SÃO PAULO – Na hora de comprar ou vender um carro usado, é praticamente inevitável olhar alguma das diversas tabelas de preços existentes no mercado, para saber qual o preço cobrado pelo veículo em questão. Mas como são elaboradas essas tabelas?
Se você pensa que são elas que definem os preços praticados no mercado, está enganado. De acordo com a Agência AutoInforme, as cotações são feitas por meio de pesquisas de campo; para elaborá-las, os pesquisadores vão até as concessionárias, lojas de automóveis e feiras livres, além de consultar os anúncios classificados na internet, que, atualmente, respondem pela maior parte das ofertas de carros usados do País.
O preço que sai na tabela é uma média do que foi encontrado no mercado. As pesquisas são criteriosas e descartam os valores defasados ou de carros superequipados ou em mau estado de conservação, pois os preços se desvirtuam muito da média.
Orientação ao consumidor
Por isso, a tabela não deve ser usada mais do que como uma orientação para o consumidor, afinal, quem irá vender é que definirá o preço. Se o carro estiver equipado e em boas condições, é possível que o preço esteja acima da tabela; já se estiver em mau estado, o valor será menor.
Além disso, o comprador poderá encontrar um preço diferente do da tabela, devido à necessidade de fazer o negócio. Se o vendedor quer comercializar logo o carro, poderá aceitar a primeira oferta. Por essas razões, muitas vezes as tabelas parecem defasadas para os consumidores, sem refletir os verdadeiros preços cobrados no mercado.