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SÃO PAULO – O dono de carro usado deve ter, em breve, como contratar uma apólice para seu velho amigo. De acordo com o Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), a Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisa a idéia. Até maio, a associação enviará uma proposta com quesitos, como forma de viabilizar a idéia.
“Existe uma preocupação nossa e da Susep em ter essa opção”, contou o presidente do Sincor-SP, Leôncio de Arruda. A idéia da entidade é que a proteção popular custe metade da convencional, que atualmente gira em torno de R$ 900 anuais. Contudo, para isso, serão necessárias algumas diferenças em relação ao seguro convencional.
Propostas
A primeira proposta do Sincor-SP é que o valor do carro não seja restituído completamente quando houver perda total, mas uma parcela de 70%. “Assim evitam-se golpes e a apólice fica mais barata”, explicou Leôncio.
Além disso, as peças de reposição não devem ser originais. Assim, deve ser solucionado um problema de preço. Conforme entrevista concedida à InfoMoney recentemente, o diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) – antiga Fenaseg -, Neival Freitas, afirmou que são exatamente as peças originais que fazem com que o seguro para usados com mais de dez anos seja mais caro.
“A porta de um Gol vai custar sempre R$ 1,5 mil, mas o valor de um zero deve estar na faixa de R$ 30 mil, enquanto um com mais de dez anos, R$ 12 mil. A proporção nesses casos vai ser de 5% e 15%”, detalhou. Dessa maneira, o preço cobrado por um seguro direcionado a usados acaba sendo maior e inviável”, explicou na ocasião.
Consumidores em potencial
De acordo com a Fenseg, o ramo de automóveis estava no primeiro bimestre com participação na carteira geral em torno de 24%, perdendo apenas para o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que possuía cerca de 29% das apólices vendidas.
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O Sincor-SP afirma que só 30% da frota brasileira é segurada, sendo que o restante é composto por carros mais velhos. “É um mercado consumidor em potencial muito amplo”, afirmou, adicionando que apenas na Grande São Paulo são de cinco a seis milhões de veículos rodando.
“Para corretores e consumidores é ótimo”, opinou. O motivo, explicou, é que o seguro de carro é um dos mais caros no mundo. Com a popularização, a tendência é que ele fique mais barato de uma maneira geral.
Tempo
Mas quanto tempo isso vai demorar para se tornar realidade? As perspectivas não são imediatistas. Arruda explicou que a questão pode envolver a necessidade de elaboração de uma lei.
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“O medo do mercado é que ações judiciais acabem contrariando os contratos”, justificou. “Uma homologação da Susep pode não bastar”, concluiu.