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Carrefour estreia na B3; produção recorde da Vale, diversos grupos interessados na Braskem e mais 12 notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (20)

SÃO PAULO – O radar corporativo é movimentado nesta quinta-feira (20), com a divulgação do resultado do segundo trimestre da Localiza após o fechamento do mercado. A estreia do Carrefour na B3, dados operacionais da Cyrela e três notícias sobre a J&F agitam o mercado. Confira os destaques:

Carrefour

O Carrefour Brasil inicia suas negociações nesta quinta-feira, sob o código CRFB3. A precificação do IPO aconteceu na última terça-feira, a R$ 15. O Carrefour e a B3 realizam cerimônia do início da negociação das ações no Novo Mercado na sede da B3, em São Paulo,  às 11h.

A estreia do Carrefour marca o primeiro IPO da gestão de Gilson Finkelsztain na B3, que em maio assumiu a presidência da companhia fruto da fusão de BM&FBovespa e Cetip. Nos próximos dias, esperam-se mais três aberturas de capital: além da Biotoscana, também há a Ômega Geração e o IRB Brasil Re.

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Vale (VALE3; VALE5
O destaque desta quinta-feira fica para o relatório de produção de minério do segundo trimestre da Vale. A companhia produziu 91,849 milhões de toneladas da commodity no período, 5,8% superior ante o mesmo período do ano anterior e um novo recorde para o segundo trimestre. O dado foi acima da estimativa média de 6 analistas consultados pela Bloomberg, que era de 91,4 milhões de toneladas.  O crescimento na relação anual é explicado pelo aumento da produção em seu projeto S11D, que teve início do final do ano passado.

A Vale destaca que reduzirá ao longo do segundo semestre deste ano a produção de produtos de alta sílica em algumas de suas minas no Sistema Sul, em uma quantidade anualizada de 19 milhões de toneladas. Em conjunto, a companhia irá limitar a qualidade de sílica a 5% de seu produto, que vem sendo bem aceito no exterior, o Brazilian Blend Fines (BRBF).

Com esse ajuste, a mineradora informa que sua produção em 2017 ficará no limite inferior da faixa prevista para o ano, de 360 milhões de toneladas a 380 milhões de toneladas, o que está, segundo a empresa, “em linha com a estratégia atual de maximização de margem”. Apesar disso, a Vale reafirmou hoje sua meta de longo prazo de produção anual de 400 milhões de toneladas.

Do total da produção da Vale no segundo trimestre do ano 41,494 milhões de toneladas vieram no Sistema Norte, representando aumento de 13,7% na relação anual e de 15,3% na trimestral. O Sistema Sudeste produziu no mesmo período 27,450 milhões de toneladas, aumento de 9,1% ante o segundo trimestre de 2016, mas queda de 2,5% ante o primeiro trimestre deste ano. Por fim, o Sistema Sul foi responsável pela produção de 22,318 milhões de toneladas de minério de ferro, queda de 9,2% no comparativo anual e aumento de 3,8% na trimestral.

Além disso, a Justiça Federal manteve o prazo concedido às mineradoras Vale e BHP Billiton para negociar um acordo para ações decorrentes do desastre da Samarco até 30 de outubro, segundo afirmou em nota na quarta-feira. 

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Com o colapso de uma barragem da Samarco, em Mariana (MG), em novembro de 2015 –que deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo– uma série de ações foram movidas contra as empresas. Em uma delas, o Ministério Público Federal (MPF) pede que as mineradoras paguem um total de 155 bilhões de reais em ações de mitigações e reparações. Essa ação foi suspensa até 30 de outubro e, com isso, todas as ações conexas.

A decisão havia sido proferida em junho, quando a Justiça concedeu um prazo extra para que as empresas negociassem um acordo. No entanto, a Vale publicou um fato relevante na quarta-feira no qual afirmou que, em 17 de julho, “o juiz determinou por prazo indefinido a suspensão da ação movida pelo MPF”.

Em nota, a Justiça esclareceu que “a decisão proferida no dia 17 de julho suspendeu, provisoriamente, o andamento do processo nº 23863-07.2016.4.01.3800 até a data de 30 de outubro de 2017, em decorrência da decisão proferida no processo conexo de nº 69758-61.2015.4.01.3400…que homologou a alteração parcial no TAP (Termo de Ajustamento Preliminar) e concedeu o prazo até 30 de outubro de 2017 para que as partes apresentem em juízo os termos do acordo final”.

Por volta de meio-dia esta quarta-feira, a Vale divulgou um esclarecimento, afirmando que “a suspensão anunciada pelo juízo por prazo indeterminado visa avaliar questões específicas da ação movida pelo MP e não afeta o prazo de 30 de outubro”.

Gerdau (GGBR3;GGBR4)

Em destaque, está ainda novidade sobre o acordo entre a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e o BTG Pactual (BBTG11) para troca de ação da Gerdau e o consequente pedido de OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações GGBR3, anunciado em março (para saber mais, clique aqui).

A CVM autorizou pedido de registro de OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações por aumento de participação mediante a permuta de ações ordinárias por ações preferenciais de emissão da companhia, segundo informou a Gerdau em fato relevante. A OPA fica sujeita à adesão de acionistas titulares de, no mínimo, 39,6 milhões de ações ordinárias, ou seja, o equivalente a dois terços das ações ordinárias em circulação. 

Players de combustíveis
Conforme já circulava no mercado, o governo decidiu aumentar tributos sobre combustíveis, com o objetivo de conter o rombo fiscal.  Em uma primeira etapa, haverá aumento de PIS e Cofins cobrado sobre gasolina e diesel, mas fala-se também em uma elevação posterior da Cide. A nova alíquota entre em vigor na quinta-feira (20), após publicação de decreto em uma edição extra do Diário Oficial da União. 

Segundo explicou uma fonte do governo ao Estadão, essa alternativa de elevar outro tributo talvez seja necessária porque há limitação para elevar a alíquota do PIS/Cofins. Dessa forma, seria um complemento para cobrir a necessidade de aumentar a arrecadação até o final do ano.

Cyrela (CYRE3)
A Cyrela encerrou o segundo trimestre deste ano com um volume de lançamentos de R$ 640 milhões, correspondentes a um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2016, segundo prévia dos dados operacionais divulgada na última quarta-feira. A empresa ainda registrou R$ 16 milhões em permutas de lançamentos no período, queda de 72,8% na mesma base de comparação.

As vendas líquidas contratadas no trimestre somaram R$ 756 milhões, alta de 35,4% na comparação anual. Das vendas líquidas realizadas no período, R$ 262 milhões referem-se à venda de estoque pronto (35%), R$ 299 milhões à de estoque de construção e R$ 196 milhões à de lançamentos (26%).  

Conforme destaca o Itaú BBA, a companhia está a caminho de atingir meta de 2017, enquanto a velocidade de vendas por lançamentos acelera. Os analistas esperam reação levemente positiva das ações, segundo relatório.

Braskem (BRKM5)

Segundo apurou o Valor Econômico, grandes grupos petroquímicos multinacionais poderão entrar na disputa pela participação acionária da Petrobras na Braskem. Exxon, Shell, LyondellBasell e Dow Chemical já teriam manifestado interesse na companhia brasileira, cuja receita líquida totalizou R$ 47,7 bilhões no ano passado. Fundos de private equity e de pensão, além da Saudi Aramco, também teriam indicado disposição de olhar o ativo.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras anunciou novo reajuste de preços, com elevação do diesel em 2% e da gasolina em 0,1%. O aumento de preço para refinarias acontece a partir de 21 de julho. 

J&F

O noticiário sobre J&F também é bastante movimentado. Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, a mexicana Lala Foods fechou contrato de exclusividade com a J&F para comprar a Vigor Alimentos. A candidata apresentou a melhor proposta em termos de preço.

Ainda sobre venda de ativos do grupo, o Valor informa que ele deve vender as marcas da Flora separadamente, de forma a atrair compradores diferentes. No portfólio, estão marcas como o sabonete Francis, o detergente Minuano e as linhas para cabelos Ox e Neutrox. O interesse tende a vir de empresas de porte menor do que as que realizaram a compra da Alpargatas, por exemplo. 

Por fim, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou que abriu um novo inquérito relativo a controladas da holding J&F, dos irmãos Batista. A investigação mais aprofundada foi aberta ontem e visa analisar a atuação da Eldorado Celulose e da Seara – subsidiárias da JBS – em negociações com contratos de derivativos cambiais em mercados de bolsa e balcão organizado regulados pela CVM, em maio de 2017. 

Estácio (ESTC3)
Em comunicado ao mercado, a Estácio disse ontem à noite que desconhece  sobre eventual intenção de Chaim Zaher – um dos principais acionistas da empresa – em aumentar seus percentuais de participação acionária no capital social da companhia até o patamar de 20% ou que tenha aumentado novamente sua fatia na empresa para cima de 10%. 

Ontem, o Valor informou que Zaher planeja elevar fatia na Estácio para até 20%. Em comunicado de 12 de maio, empresa informou que família Zaher detinha 30.824.400 ações ordinárias, 9,7% do capital da Estácio. 

Oi (OIBR4)
O conselho de administração da Oi aprovou diretrizes para um aumento de capital de 8 bilhões de reais, em uma estratégia que vinha sendo estudada pela companhia em recuperação judicial desde junho.

As condições definitivas do aumento de capital serão divulgadas após negociação com os credores, afirmou a Oi. A aprovação da proposta marca uma mudança de postura dos controladores da Oi, que no início do ano defendiam primeiro resolver o processo de recuperação judicial antes de discutir um aumento de capital ou novos investimentos.

Segundo a companhia, os recursos da injeção de capital serão usados para ampliar os investimentos com foco em novos projetos de banda larga e cobertura de rede de telefonia celular.

Além disso, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) confirmou nesta quarta-feira que convocará membros da administração e principais acionistas da Oi para uma reunião com o seu conselho no dia 1º de agosto. No encontro, serão discutidos o plano de recuperação judicial e a proposta de aumento de capital de R$ 8 bilhões.

As negociações com a Anatel são hoje um dos principais entraves para o processo de recuperação judicial. A Advocacia-Geral da União (AGU) está questionando na Justiça o plano de recuperação judicial da tele.

 

Renova e Light
Grupos chineses têm interesse na aquisição da empresa de energia limpa Renova Energia (RNEW11) e nos ativos de geração de sua controladora, a Light (LIGT3), além da disposição de injetar recursos nas empresas para continuar projetos em desenvolvimento e pagar dívidas, segundo documento visto pela Reuters.

Tanto Light quanto Renova são controladas pela estatal mineira Cemig (CMIG4), que anunciou recentemente um enorme plano de desinvestimentos para reduzir dívidas que inclui a possível venda integral das duas empresas.

Em uma carta de intenções enviada à alta cúpula das companhias, o grupo chinês CIRI Information Technology Co. disse que representa conglomerados orientais como a PowerChina e que estes possuem interesse em comprar ativos de geração de energia renovável no Brasil, o que incluiria a totalidade da área de geração da Light e a Renova.

O interesse pelos ativos foi oficializado em 10 de julho, dias antes de a Light anunciar que concedeu exclusividade por 60 dias à canadense Brookfield em negociações para a venda da Renova, em um movimento que indica que possivelmente os ativos das duas empresas não serão negociados em conjunto.

JSL (JSLG3)

A JSL confirmou a precificação de emissão de US$ 325 milhões no exterior. Os títulos com vencimento em 2024 pagarão juros remuneratórios de 7,750% ao ano, semestralmente, a partir de 26 de janeiro de 2018, disse a JSL em fato relevante. Senior Notes serão emitidas com valor equivalente a 99,337% do seu valor nominal, resultando em uma taxa de retorno (yield) de 7,875%. Os recursos obtidos com a oferta das Senior Notes serão utilizados para capital de giro, inclusive pagamento de dívidas consolidadas de curto prazo em seu vencimento, disse a empresa.

Prumo (PRML3)

A Prumo Logística assinou contrato definitivo com a GranEnergia Navegação para constituir um veículo de parceria denominado Dome, por meio do qual oferecerá soluções integradas de serviços para indústria de óleo e gás.  A Dome ocupará 47 mil metros quadrados no Terminal 2 do Porto de Açu, segundo fato relevante. 

“A Dome irá contribuir para o aumento da eficiência, otimização de custos e integridade das instalações, visando a sustentabilidade dos projetos e operações da indústria de óleo e gás”, informou companhia. 

Randon (RAPT4

A Randon divulgou dado operacional referente ao mês de junho, registrando receita líquida de R$ 246,9 milhões, alta de 17,8% na base de comparação anual. A receita líquida consolidada acumulada de janeiro a junho somou R$ 1,3 bilhão, baixa de 8,5% na comparação com o primeiro semestre de 2016. A receita bruta total em junho foi de R$ 353,6 milhões, alta de 17,8% na comparação com junho de 2016. Já a receita bruta acumulada no primeiro semestre de 2017 foi de R$ 1,9 bilhão, queda de 6,4% na base anual. 

Fras-Le (FRAS4)

Já a Fras-Le divulgou que a receita líquida consolidada somou R$ 70,3 milhões, queda de 5,2% na base anual. No acumulado de janeiro a junho de 2017, a receita líquida consolidada totalizou R$ 392,4 milhões, 6,9% menor que no acumulado no mesmo período do ano anterior, diz Fras-le em comunicado.

A receita bruta total (sem eliminações e com impostos) somou R$ 110,2 milhões, alta de 1,7% na base anual. No acumulado de janeiro a maio de 2017, a receita bruta total totalizou R$ 592,2 milhões, queda de 4,8%. 

Localiza (RENT3)

Antes da divulgação do resultado do segundo trimestre (após o fechamento do mercado), a Localiza divulgou os números de sua frota, que atingiu 151.750 carros ao final do primeiro semestre. 
(Agência Estado e Bloomberg )