Publicidade
SÃO PAULO – A carga tributária no Brasil, que é a relação entre arrecadação e o PIB (Produto Interno Bruto), chegou a 35,02% no ano passado, resultado de uma arrecadação de tributos federais, estudais e municipais de R$ 1,09 trilhão, de acordo com dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
Divulgado nesta terça-feira (2), o levantamento mostrou que a carga tributária em 2009 teve queda de 0,14 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto), na comparação com o ano imediatamente anterior, quando os tributos corresponderam a 35,16% do PIB.
Ainda em relação a 2008, no ano passado, os tributos federais apresentaram crescimento de R$ 20,19 bilhões em seu recolhimento, ou de 2,73%, enquanto os estaduais e municipais cresceram R$ 16,21 bilhões (4,67%) e R$ 3,21 bilhões (6,84%), respectivamente.
Do montante total arrecadado, os tributos federais corresponderam a 69,54% (R$ 759,88 bilhões), os estaduais, a 25,88% (R$ 282,73 bilhões), e os municipais, a 4,58% (R$ 50,05 bilhões). Um ano antes, estes valores eram de 70% (R$ 739,68 bilhões) para os federais, de 25,56% (R$ 270,12 bilhões) para os estaduais e 4,43% (R$ 46,84 bilhões) para os municipais.
Tributos
O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) apresentou o maior recuo nominal no período analisado, de R$ 8,71 bilhões. A Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) veio na sequência, com queda de R$ 2,91 bilhões.
Por outro lado, as contribuições para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) tiveram os maiores aumentos entre 2008 e 2009, de R$ 20,26 bilhões e R$ 7,42 bilhões, nesta ordem.