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SÃO PAULO – A consolidação dos valores absolutos do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro referente ao primeiro trimestre deste ano, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na última quinta-feira (30), fez com que a carga tributária do País no mesmo período fosse revisada ligeiramente para baixo.
Estabelecido oficialmente que a produção de riquezas no Brasil alcançou R$ 438,6 bilhões entre janeiro e março de 2005, o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) refez suas contas e chegou à conclusão de que a carga tributária nacional no primeiro trimestre do ano ficou em 41,42% do PIB, resultado 0,18 ponto percentual abaixo dos 41,60% estimados anteriormente.
Carga diminuiu porque PIB subiu
O primeiro estudo do IBPT sobre a carga tributária dos meses iniciais do ano foi realizado no começo de junho, mas levava em conta apenas a variação do PIB em relação ao trimestre anterior, que havia chegado a 2,9%, segundo dados do IBGE. Naquela época, ainda não se sabia oficialmente os valores absolutos deste crescimento, que eram apenas estimados em R$ 436,84 bilhões.
Como agora o IBGE divulga uma cifra levemente maior do que esta, e como a carga tributária é a relação entre impostos arrecadados e riquezas produzidas, o resultado oficial anunciado pelo IBPT ficou ligeiramente abaixo da previsão inicial. Ainda assim, a carga de 41,42% é a maior para o período, pelo menos nos últimos seis anos. Já na comparação com o trimestre anterior, o resultado indica alta de 1,41 ponto percentual.
Vale dizer que a receita total de impostos do Brasil, somando os federais, estaduais e municipais, chegou a R$ 181,71 bilhões no primeiro trimestre de 2005, contra R$ 158,32 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.