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SÃO PAULO – Levantamento divulgado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostrou que, no primeiro trimestre deste ano, a carga tributária atingiu 38,90% do PIB (Produto Interno Bruto).
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (16), revelaram que a relação do volume de tributos recolhidos pelo PIB foi 1,87 ponto percentual maior, se comparada com a relação do ano passado: de 37,03%.
Arrecadação
O total arrecadado de janeiro a março foi de R$ 258,9 bilhões em tributos, contra R$ 221,75 bilhões no mesmo período do ano passado, uma alta nominal de 16,75% ou, em volume, de R$ 27,39 bilhões.
Deste crescimento, R$ 27,39 bilhões são referentes a tributos federais, R$ 8,71 bilhões, aos estaduais e R$ 1,04 bilhão, aos municipais.
De acordo com o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, a carga brasileira continua em ritmo acelerado. “Ela cresce mais que o PIB por causa da técnica de tributação do tributo calculado sobre ele mesmo e do efeito cascata”, afirmou.
Destaques
O destaque em arrecadação ficou com o imposto de renda, com crescimento de R$ 11,78 bilhões. Em seguida, vieram o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), com alta de R$ 7,74 bilhões, e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com mais R$ 6,53 bilhões.
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Com a extinção, a CPMF (Contribuição sobre a Movimentação Financeira) sofreu redução em arrecadação de R$ 7,48 bilhões. “Mesmo com a queda da CPMF, os tributos federais cresceram substancialmente”, comenta Amaral.
Por outro lado, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que teve sua alíquota aumentada para compensar o fim da CPMF, viu sua arrecadação subir 153,11%.