Publicidade
SÃO PAULO – O dólar intensifica a sua trajetória de perdas nesta terça-feira, pressionado pelas perspectivas de entrada de recursos estrangeiros através de novas captações das empresas brasileiras fora do país, tendo a moeda norte-americana atingido o seu menor nível desde 17 de setembro, quando esteve cotada a R$ 3,25.
Captações da Vale e da CST pressionam dólar
Após os bancos terem captado US$ 875 milhões na semana passada, nesta terça-feira o mercado aguarda a entrada de US$ 250 milhões referente à captação do Bradesco, além de ter sido anunciada a captação no mercado japonês de US$ 300 milhões pela mineradora Vale do Rio Doce e US$ 39 milhões pela siderúrgica CST.
Com isso, fica evidente a melhora da percepção dos estrangeiros em relação ao Brasil, com a tendência de queda do risco-país e a maior consolidação do novo governo, após o país ter atravessado um período marcado pela instabilidade, com as eleições ao final de 2002.
Dólar segue cotado a 3,2730, queda de 1,09%
Com isso, o dólar comercial opera cotado a R$ 3,2650 na compra e R$ 3,2730
na venda, forte baixa de 1,09% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 3,4160, representando um ágio de 4,62% em relação ao dólar comercial. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,75%.
Dólar futuro de março opera em baixa
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro opera cotado a R$ 3.313, estável em relação ao fechamento da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em baixa de 0,67%, atingindo R$ 3.325 frente a R$ 3.348 do fechamento de ontem.