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SÃO PAULO – A captação da indústria de fundos de investimento em 2006 impressiona, atingindo patamares não vistos desde 2003. Considerando dados disponíveis até o dia 17 de março, a entrada líquida total de recursos nos fundos foi de R$ 33,251 bilhões no ano, levando o patrimônio líquido administrado a R$ 784,402 bilhões, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
O desempenho, em apenas dois meses e meio, já supera a soma da captação do acumulado nos anos de 2005 e 2004, quando as entradas líquidas foram de R$ 20,316 bilhões e R$ 7,802 bilhões, respectivamente. Isso evidencia o otimismo do mercado, que aposta em elevada rentabilidade em termos reais principalmente para os fundos de ações, multimercados e de renda fixa.
Fundos de renda fixa são os que mais captam
Nos primeiros meses deste ano, a principal contribuição para este forte desempenho fica com os fundos de renda fixa, cuja captação acumulada é de R$ 14,094 bilhões. Os investidores estão sendo atraídos pelo ainda elevado patamar dos juros no Brasil e pela perspectiva de baixa inflação, que garante uma remuneração elevada em termos reais.
Ademais, a perspectiva de continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, com prováveis novas reduções da taxa Selic, vem estimulando aplicações em títulos pré-fixados.
Multimercados também têm boa entrada
Em seqüência, vêm os fundos multimercados, com uma entrada líquida total em 2006 de expressivos R$ 8,397 bilhões, novamente considerando dados até 17 de março. Os fundos referenciados DI aparecem em seguida, com uma captação de R$ 4,852 bilhões no período.
Refletindo as boas perspectivas para o mercado de renda variável brasileiro, os fundos de ações também vêm apresentando captação significativa. Tais fundos foram capazes de atrair R$ 1,874 bilhão no período considerado, ficando ligeiramente atrás dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), cuja captação foi de R$ 1,965 bilhão.
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Fundos atrelados ao dólar perdem recursos
Em contrapartida, diante da percepção de que os fundamentos da economia brasileira e mundial sugerem pouco espaço para uma alta do dólar, os fundos cambiais perderam R$ 279 milhões neste ano, enquanto os fundos que aplicam em títulos da dívida externa, os FIEX, apresentaram uma saída líquida ainda maior, de R$ 1,267 bilhão.