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SÃO PAULO – A sessão desta quarta-feira foi marcada pela alta do dólar durante todo dia, mas que acabou sendo amenizada já próximo ao final da sessão, com o anúncio de novas captações no mercado internacional.
Os principais fatos que influenciaram na oscilação da moeda foram as pressões para a formação da Ptax e as tensões com reformas estruturais do governo, que tiveram um impacto de alta da divisa, e a confirmação de novas captações externas, que tranqüilizaram os investidores.
Pressão sobre Ptax impulsionou dólar na abertura
Na próxima quinta-feira os investidores que não renovaram os contratos com os títulos de dívida cambial do Banco Central resgatarão seus valores, que serão calculados com base em uma cotação média oficial do Banco Central, a Ptax, calculada nesta sessão de quarta-feira.
Com o objetivo de auferir maiores ganhos no momento do resgate, muitos investidores buscaram pressionar a alta do dólar e conseqüentemente da Ptax. Dessa forma, no início da sessão, a moeda teve forte alta, também em virtude do característico fraco volume de negociações do período em relação à tarde.
Tramitação das Reformas esteve sob atenção do mercado
Outro fator que afetou a alta da moeda norte-americana registrada ao longo da sessão foi a incerteza com o desenrolar das reformas Tributárias e da Previdência. Após a reunião da última terça-feira, os cinco governadores que estiveram presentes, cada um de uma região do país, ficaram responsáveis por discutir com os outros vinte e dois governadores para tentar se chegar a um consenso.
Captação do Itaú equilibra pressões sobre Ptax
Contudo, a confirmação de que o Banco Itaú captou US$ 200 milhões no exterior, em operação de securitização de recebíveis que será liquidada no dia 23 de julho, fez com que a moeda norte-americana reduzisse sua cotação no final da sessão. Esse valor está dividido em duas tranches.
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A primeira tranche de US$ 150 milhões tem vencimento em setembro de 2008 juros flutuantes base na taxa Libor de 6 meses mais um spread de 63 basis points. Já a segunda de US$ 50 milhões terá juros fixos, estabelecidos com base na Libor de 5 meses, acrescida de um spread de 5 basis points. Os baixos custos se devem ao fato da operação contar com acesso aos recursos de ordens de pagamento externas, o que reduz o risco de forma significativa.
Dólar fecha com leve alta de 0,11%
Com esse anúncio as pressões para alta do dólar foi inibida e assim, o dólar comercial fechou com pouca variação, cotado a R$ 2,8490 na compra e R$ 2,8530
na venda, leve alta de 0,11% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9520, representando um ágio de 3,62%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,28% em julho, frente
a baixa de 4,08% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 19,61%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.877,
baixa de 0,24% em relação ao fechamento
de R$ 2.884
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou também em baixa de 0,24%,
atingindo R$ 2.918 frente
a R$ 2.925 do fechamento da última terça-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
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O FRA de cupom cambial para agosto de 2003, fechou a 1,95%, estável em relação ao fechamento de terça-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 3,24% em comparação aos 3,38% apurados na sessão anterior.