Capital humano: qual o peso de Eike e de seus executivos na balança da OGX?

Empresa dependia mais de Eike durante seus primeiros passos e corpo técnico oriundo da Petrobras proporciona segurança

SÃO PAULO – Boa parte dos holofotes que iluminam a OGX (OGXP3) decorrem do sucesso do seu fundador e principal sócio, o megaempresário Eike Batista. Porém, até que ponto o executivo tem relevância para as operações da empresa e qual a importância do corpo técnico que o cerca?

Debruçado sobre esse ponto, Auro Rozenbaum, analista do Bradesco BBI é enfático. “A OGX é uma das companhias do Grupo EBX que menos dependem do Eike. O valor de uma petrolífera está embaixo da terra, em suas reservas de petróleo. Ou seja, com ou sem Eike esse petróleo vai ser retirado”, dispara.

Neste sentido, a fase em que a OGX mais dependia do executivo já foi superada, pois seu nome e seu histórico de sucesso eram responsávei pelo grande fator de credibilidade para a captação de sócios e crédito para o ambicioso plano de negócios.

Hoje, com a companhia finalmente tornando-se operacional com o teste de longa duração, a OGX tem a seu favor um corpo técnico de excelência, em sua maioria ex-executivos de carreira da Petrobras (PETR3PETR4), que transmitem forte segurança ao mercado.

Mão aberta
Para tanto, Eike teve de abrir os cofres de sua empresa recém-criada para atrair o alto escalão técnico da estatal, lançando mão de remunerações agressivas e opções de ações como bonificação. Para se ter uma ideia, os três dos cinco diretores da empresa são oriundos da Petrobras, com exceção do próprio Eike e de Marcelo Faber Torres, diretor financeiro e de relações com investidores. 

Apesar de tudo, Eikedependência ainda existe
Com isso, a empresa hoje encontra-se menos vulnerável à uma eventual ausência de Eike Batista, porém muitas vezes investidores pagam um prêmio para as ações de companhias com executivos tidos como gurus pelo mercado. “Uma saída de Eike do comando da empresa poderia ser prejudicial ao desempenho das ações, pelo menos no curto prazo”, avalia Erick Scott, analista da SLW Corretora.